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Veja como investir no exterior para fugir do risco-país

O ano de 2021 não tem sido fácil para o Brasil. A forma como a crise sanitária vem sendo conduzida e a instabilidade nos ambientes político e econômico têm prejudicado o cenário interno. A bolsa despenca de acordo com as notícias que partem do Executivo e do Judiciário, e o dólar, em contrapartida, sobe. Em março, com a anulação das condenações do ex-presidente Lula, o Ibovespa caiu 4% e o dólar chegou a bater 5,77 reais. A oscilação, por vezes brusca, não é algo excepcional — ao contrário. Em fevereiro, quando o presidente Jair Bolsonaro interferiu na Petrobras, o Ibovespa desabou 5%. Não à toa, o rating do Brasil medido pela agência Standard & Poor’s é o mesmo de países como Bangladesh, República Dominicana e Paraguai. Isso mostra que o grau de risco de se investir no Brasil é semelhante ao dessas localidades.

A desvalorização da moeda brasileira, em paralelo, vem fazendo com que o brasileiro perca poder de compra. “O brasileiro está ficando mais pobre internacionalmente”, afirma William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, corretora de valores que permite aos brasileiros investir no mercado de ações americano.

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue: diversificar os investimentos no exterior é hoje uma das melhores formas de proteger o patrimônioAvenue/Divulgação

Diante desse cenário, a empresa tem visto um interesse crescente dos brasileiros em investir parte de seus recursos na bolsa americana, menos volátil e negociada em moeda forte. Há dois anos no mercado, a Avenue já soma 200.000 clientes.

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Investir no mercado americano de ações é uma opção bastante palpável, ao contrário do que pode imaginar o senso comum. “Além de não pagar taxa de corretagem nem de abertura de conta, na Avenue os investidores brasileiros podem adquirir frações de uma ação, o que torna o mercado muito mais acessível”, comenta Alves. Aplicativos como o da corretora também facilitam a vida do investidor, que passa a ter acesso ao câmbio e a sugestões de papéis de acordo com seu perfil de risco. “É tudo muito intuitivo e o chat em português esclarece qualquer dúvida”, garante o executivo.

A possibilidade de comprar ações nas bolsas de valores dos Estados Unidos é, ainda, uma forma de o brasileiro diversificar seus investimentos e migrar parte de seus recursos para um mercado com avaliação de risco bem diferente e moeda segura.

Segundo a mesma agência Standard & Poor’s, o rating dos Estados Unidos é AA+, enquanto o do Brasil é BB-. “É uma forma de fugir do risco, não ficar refém de mudanças políticas que acontecem no país, da inflação e da falta de crescimento econômico, aspectos naturais em um país emergente como o nosso”, pontua Alves. Diversificar os investimentos no exterior, segundo Alves, ajuda a proteger o patrimônio.

Os Estados Unidos, por sua vez, se tornam uma opção porque são um dos mercados mais maduros e estáveis do mundo. “É o principal hub de investimento global”, afirma Alves. “Regras são cumpridas, a bolsa de valores existe há mais de 100 anos. É uma segurança que ainda não se vê em outras nações fortes economicamente, como a China.”

Além da estabilidade econômica, os Estados Unidos vêm avançando rapidamente na vacinação de sua população — o que certamente contribuirá para uma retomada mais rápida da economia. Até meados de março, mais de 100 milhões de doses haviam sido aplicadas. No Brasil, para efeito de comparação, foram 12 milhões.

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