sexta-feira, março 5

Vacinados de empresa israelense recebem mais benefícios

(Bloomberg) — Funcionários da empresa israelense de segurança cibernética Check Point Software Technologies com o passe verde no pulso, uma prova de vacinação, desfrutam de muitos privilégios.

Podem fazer tratamentos no salão de beleza no segundo andar, usar a academia na empresa e acessar salas de jogos com Playstations, bilhar e mesas de pingue-pongue, entre outras vantagens.

Para quem não tem prova de vacinação ou recuperação recente da Covid-19, no entanto, o trabalho é um pouco mais desolador. Não use as instalações. Coma apenas em sua mesa, e não com os colegas de trabalho. Em abril, esses funcionários terão que apresentar um teste de Covid negativo antes de poder entrar no prédio.

“Não estamos constrangendo ninguém. Não estamos apontando dedos. Estamos apenas dizendo: ‘Esta será a nossa política’”, disse o porta-voz da empresa, Gil Messing. “Se você tomar a vacina, terá benefícios que outros não recebem.”

Israel é o país com o maior ritmo de vacinação do mundo, e empresas locais são as primeiras a lidar com questões espinhosas sobre pessoas que decidem não tomar a vacina. Práticas semelhantes são cada vez mais debatidas no mundo à medida que a campanha de vacinação avança.

As questões não são apenas sobre quem pode viajar ou ir ao cinema. Empresas consideram a possibilidade de exigir que os funcionários sejam vacinados para continuar trabalhando. Em Nova York, uma garçonete já foi despedida por um restaurante após se recusar a tomar a vacina imediatamente.

Em Israel, empresas têm sido auxiliadas por um sistema do governo que permite o acesso a academias, teatros e restaurantes para pessoas vacinadas ou em recuperação recente do vírus. Outros países avaliam medidas semelhantes que criariam uma estrutura social de dois níveis, bloqueando pessoas não vacinadas de algumas atividades cotidianas na tentativa de retomar a normalidade e encorajar as pessoas a tomarem a vacina.

A prova de vacinação tem sido um requisito transfronteiriço de alguma forma há anos, especialmente para a febre amarela. Atípica é a ideia de restringir as atividades cotidianas em casa ou no trabalho dependendo do estado de vacinação.

No momento, a política da Check Point se aplica apenas a seus 2.400 funcionários em Israel, mas pode se tornar um modelo para suas unidades em outros 60 países, disse Messing. A empresa estima que menos de 10% dos funcionários israelenses não foram vacinados e só ouviu reclamações sobre as políticas de cerca de três ou quatro pessoas, disse o porta-voz.

Oshi Nidam, de 39 anos, gerente de compras da Check Point, diz que se sente mais confiante ao ver as pessoas com pulseiras verdes enquanto participa de reuniões ou caminha pelo corredor. “Você se sente mais seguro, sente que sua saúde não está em perigo”, disse.

Nos Estados Unidos, a maioria dos funcionários da Check Point ainda não é elegível para a vacina, disse Messing.

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