quinta-feira, fevereiro 25

Vacina da Moderna contra variante da África do Sul está pronta para testes

Em meio à pandemia, as variantes do coronavírus são o que mais tem preocupado os especialistas nos últimos tempos. Com a intenção de lidar especificamente com a variante da África do Sul, a empresa americana de biotecnologia Moderna decidiu investir numa vacina, e na última quarta-feira (25), anunciou que o imunizante já está pronto para os testes em humanos.

Intitulada 501Y.V2, a variante sul-africana do SARS-CoV-2 é apontada pelos especialistas como a mais perigosa, levando em consideração que  é capaz de escapar de alguns dos bloqueios que os anticorpos estabelecem contra as versões “tradicionais” do coronavírus. Acredita-se que pessoas infectadas anteriormente com as outras variantes podem ser mais suscetíveis a voltar a desenvolver COVID-19 com a 501Y.V2. Os especialistas também levantam um alerta de que a proteção da primeira geração de vacinas é menor contra a variante da África do Sul.

A Moderna investe, desde o ano passado, em uma vacina contra a COVID-19 chamada de mRNA-1273, que já teve inclusive anunciada a taxa de de eficácia na prevenção da doença (94,5%). O imunizante adota técnicas atuais da biotecnologia para promover a imunização contra a COVID-19 e desenvolve uma vacina de RNA mensageiro. Dessa forma, o corpo começa a produzir proteínas virais, mas não o vírus inteiro, o que é suficiente para treinar o sistema imunológico para atacar o vírus da COVID-19.


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Vacina da Moderna contra variante 501Y.V2

Vacina da Moderna contra variante da África do Sul (501Y.V2) está pronta para a realização de testes em seres humanos (Imagem: CDC / Unsplash)

A farmacêutica anunciou que sua vacina contra a COVID-19, que já se encontra inclusive em fase de distribuição, é capaz de neutralizar a variante sul-africana, mas que mesmo assim decidiu aplicar mais de uma estratégia, no estilo “melhor prevenir do que remediar”. A farmacêutica ainda ressalta que uma possível estratégia contra a variante sul-africana pode ser o uso do novo imunizante como uma dose de reforço, combinada com as duas doses da atual vacina contra a COVID-19.

“Esperamos ansiosos pelo início dos testes clínicos”, declarou Stéphane Bancel, diretor-executivo da Moderna. Vale notar que a empresa ainda anunciou aumento da expectativa de produção de vacinas em 2021 para 700 milhões de doses no mundo todo, e ainda tem em vista outras melhorias em seu processo de manufatura que poderiam elevar a produção para até 1 bilhão de doses.

Segundo a empresa, há um investimento em sua capacidade adicional de fabricação, o que deve levar sua produção global em 2022 para cerca de 1,4 bilhão de doses. Lembrando que, em janeiro, os Estados Unidos descobriram o primeiro caso da variante sul-africana e, desde então, ela apareceu em diversos estados. Estudos sugerem que ela pode ser mais resistente às vacinas existentes do que outras variantes do coronavírus. Felizmente, por enquanto, o Ministério da Saúde não confirmou um caso da 501Y.V2 no Brasil, mas algumas outras variações já foram encontradas em São Paulo e no Amazonas.

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