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TikTok faz cinco anos. Saiba por que o app bilionário parece eterno e onipresente

Fenômeno geracional. Assim pode ser definido o TikTok, aplicativo de vídeos curtos que completa apenas cinco anos de vida neste mês. Esse espaço de interação da Geração Z (quem tem até 24 anos hoje) foi lançado na China em setembro de 2016, já tem mais de 1,2 bilhão de usuários ativos mensais e conseguiu comprar briga com o governo de dois países: Estados Unidos e Índia. No primeiro, o então presidente Donald Trump, afirmando que o app faria serviços de espionagem para o governo chinês, quis obrigar o TikTok a ser barrado ou vendido. Cogitou-se que a Microsoft seria potencial interessado na compra. Um juiz federal brecou a tentativa de Trump. Na Índia, a proibição ocorreu no ano passado. As alegações são as mesmas dos americanos – segurança nacional. O país tem litígios de fronteira com os chineses. Coincidentemente, Índia e Estados Unidos são os maiores mercados do TikTok no planeta, além da China.

No Brasil, a febre TikTok é a mesma. O País é o quinto maior mercado da marca no mundo, com cerca de 140 milhões de downloads realizados, e possui uma das sedes globais da empresa. Ao contrário da narrativa preferida no mundo da tecnologia – uma ideia + dois adolescentes + uma garagem –, o TikTok já nasceu gigante. E se houve uma garagem, ela estava lotada de dinheiro. Na origem de tudo havia o Musica.ly, aplicativo lançado em Xangai em 2014 e que fez sucesso imediato na China e nos Estados Unidos. Essencialmente, trazia o compartilhamento de vídeos curtos em que os usuários podiam sincronizar músicas populares. Dois anos depois, a gigante tecnológica chinesa ByteDance entrou no jogo lançando o Douyin, que repetiu o sucesso do Musica.ly. Em 2017, a ByteDance comprou o Musica.ly, e o reempacotou globalmente com a marca TikTok, mantendo o Douyin apenas dentro da China. Pronto. Estava criado o fenômeno. Em fevereiro de 2019, ele já havia atingido a marca de 1 bilhão de downloads fora da China.

Hoje, as opções, criações e estratégias vão muito além de vídeos musicais e dancinhas. Tanto que um fundo de US$ 200 milhões foi lançado em 2020 para incentivar criadores. O objetivo é fazer o app se tornar a plataforma definitiva de comunicação por vídeos curtos para todos os campos, incluindo áreas que vão da educação e o esporte à política. No segmento de futebol, por exemplo, vídeos de gosto duvidoso – como o de amigos que fingem cobrar um pênalti e vão passando sem chutar a bola – podem ser narrados por Galvão Bueno. Sim, o próprio. Contratado pelo TikTok no Brasil para narrar aleatoriamente alguns vídeos ‘esportivos’ criados por usuários. Conteúdos que atraem o dinheiro de anunciantes.

Nos Estados Unidos, a bailarina Charli D’Amelio, de 17 anos, se tornou em novembro do ano passado a primeira tiktoker a ter mais de 100 milhões de seguidores – número que a maioria das maiores marcas globais não têm em suas redes sociais. Revelar dados não costuma ser o forte de operações chinesas, mas estima-se que o app teve receitas de US$ 1 bilhão no ano passado e seja avaliado em mais de US$ 50 bilhões, segundo reportagem da Reuters.

 

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