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Tesouro Direto: prêmios dos títulos públicos têm queda na manhã desta 3ª; prefixados oferecem retorno de até 10,9%

SÃO PAULO – Com os olhares dos investidores atentos a um cenário de maior calma do ponto de vista político e dados de serviços, que vieram dentro do esperado pelo mercado, a maior parte dos títulos públicos negociados na plataforma do Tesouro Direto opera em queda na abertura dos negócios nesta terça-feira (14).

O juro pago pelo título com vencimento em 2031, por exemplo, recuava de 10,93%, na sessão passada, para 10,87%, na primeira atualização da manhã. No mesmo horário, o prêmio do título prefixado com vencimento em 2026 era de 10,31%, abaixo dos 10,39% vistos na tarde de ontem (13).

Entre os papéis atrelados à inflação, o juro real oferecido pelo Tesouro IPCA+ com vencimento em 2055 e pagamento de juros semestrais era de 4,78%, contra 4,80% registrado um dia antes. Já o Tesouro IPCA com vencimento em 2026 oferecia retorno real de 4,51%, contra 4,55% da sessão de segunda-feira.

Confira os preços e as taxas atualizadas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto na manhã desta terça-feira (14): 

Fonte: Tesouro Direto

Serviços

Na agenda econômica local, o mercado acompanha a divulgação dos dados de serviços pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (14). Segundo a instituição, o volume de serviços cresceu 1,1% na passagem de junho para julho, quarta taxa positiva seguida.

Com isso, o setor está 3,9% acima do nível pré-pandemia e também está no patamar mais elevado desde março de 2016. Entre junho e julho, o resultado do setor em foi puxado especialmente, pelos serviços prestados às famílias, que subiram 3,8%.

Na comparação com julho de 2020, o volume de serviços avançou 17,8%. Já no acumulado do ano, o setor expandiu 10,7% frente igual período do ano anterior.

Os números divulgados hoje ficaram praticamente em linha com o esperado. A projeção, de acordo com o consenso Refinitiv, era de alta de 1% frente junho e de 18% na comparação anual.

Reforma do IR, pacote de bondades

Na cena econômica, o radar do mercado monitora as participações de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, agora pela manhã, em evento do BTG Pactual, e que pode dar novas sinalizações sobre a condução da política monetária.

Investidores acompanham ainda o discurso de Paulo Guedes, ministro da Economia, às 17h, também no evento do BTG Pactual.

Na cena política, o destaque está no “pacote de bondades econômicas” que o governo vem lançando para aumentar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo matéria do jornal O Globo, entre as medidas está a lei sancionada no último domingo (12) e que deve dobrar número de beneficiários do programa de tarifa social de energia, com descontos de até 65% na conta de luz e isenção da nova bandeira de escassez hídrica.

O jornal também menciona outras iniciativas como os aumentos nos limites do programa Casa Verde e Amarela para a baixa renda e edição de medida provisória do Habite Seguro, programa habitacional voltado para policiais.

E mais medidas devem ser apresentadas ainda nesta semana. Na véspera, Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, afirmou em evento que o banco vai anunciar nesta quinta-feira (16) uma redução da taxa de juros para financiamento da casa própria — em um momento em que as projeções para a Selic neste ano chegam a 8%, conforme mostrou ontem (13) o Relatório Focus do Banco Central.

Depois de uma pausa nas discussões sobre a reforma do Imposto de Renda na semana passada, o jornal O Estado de S. Paulo informa que Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, quer uma reforma do Imposto de Renda mais amadurecida e discutida entre os senadores.

De acordo com o jornal, o aceno teria agradado setores da economia descontentes com a reforma, além de governadores, preocupados com a potencial perda arrecadatória do texto da Câmara. Desse modo, a matéria diz que a proposta deve ser bastante modificada.

Petrobras e precatórios

Ainda na cena política, investidores acompanham a participação de Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras em debate na Câmara dos Deputados no início desta terça-feira (14). Ontem, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, criticou o preço alto dos derivados de petróleo e disse que a Petrobras precisa ser lembrada de que “os brasileiros são seus acionistas”.

Outro tema que volta ao radar é o dos precatórios. Durante evento na véspera, Jeferson Bittencourt, secretário do Tesouro, reconheceu que a chamada solução CNJ, do Conselho Nacional de Justiça, que busca limitar a conta de precatórios à inflação do ano anterior, pode ser mais rápida e menos custosa do ponto de vista político do que a PEC dos precatórios.

Bittencourt ressaltou ainda a importância de a PEC seguir tramitando no Congresso para não haver aposta em um caminho só.

Cenário internacional

Na cena externa, o destaque do dia está nos dados de inflação americana. Conforme informações divulgadas nesta terça-feira (14), o índice de preço ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês) de agosto teve alta de de 0,3% frente julho. Já na comparação com igual período de 2020, o indicador avançou 5,3%.

A expectativa da Refinitiv era de alta de 0,4% frente julho e de alta de 5,3% na comparação anual.

Em setembro, os principais índices das bolsas americanas acumulam queda de ao menos 1%. No dia 21 de setembro, o Federal Reserve iniciará sua reunião de dois dias para discussão da condução de política monetária e que pode trazer mais detalhes sobre quando o banco vai iniciar o programa de redução de compra de títulos, conhecido como tapering.

Na zona do euro, investidores aguardam o discurso de Elizabeth McCaul, membro do Banco Central Europeu (BCE), às 14h45. Na véspera, Isabel Schnabel, também do BCE, afirmou que a instituição está pronta para agir caso a inflação não recue antes do ano que vem, como é esperado atualmente.

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