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Telescópio James Webb é testado pela última vez antes do lançamento

Nesta terça-feira (11), o maior e mais poderoso telescópio espacial do mundo abriu seu espelho primário pela última vez, já que, quando isso acontecer novamente, ele já estará no espaço. O evento marcou a conclusão de uma etapa essencial na preparação do telescópio espacial James Webb para seu lançamento, que, depois de vários adiamentos, deverá acontecer em outubro deste ano. 

Nos testes finais, o espelho de 6,5 m do telescópio recebeu os comandos para se expandir completamente e ficar travado na posição, da mesma forma como acontecerá quando estiver no espaço. A conclusão deste procedimento representa a última etapa que a equipe precisava realizar em uma longa série de testes, criada para garantir que os 18 espelhos hexagonais do telescópio estão prontos para uma longa jornada no espaço e para as descobertas que vão proporcionar.

Este teste representa a úlltima etapa para a equipe garantir que os espelhos estarão preparados para a jornada de descobertas que estão por vir (Imagem: Reprodução/NASA/Chris Gunn)

Lee Feinberg, gerente de elementos ópticos no projeto do James Webb, comentou o teste: “esse não é apenas o teste final da sequência de lançamento que a equipe fez para prepará-lo para o espaço, mas significa que, quando terminarmos, o espelho primário vai ficar travado na posição para o lançamento”, disse. Garantir que as condições de testes sejam próximas daquelas que o Webb vai encontrar no espaço é uma forma de assegurar também que o observatório estará preparado para sua missão científica.


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Scott Willoughby, da empresa Northrop Grumman, responsável pelo desenvolvimento e integração do observatório, comentou que “é como construir um relógio suíço de 12 m de altura e prepará-lo para essa jornada, em que vamos levá-lo para o vácuo, a -240 ºC e quatro vezes mais longe que a Lua”. Para o lançamento, o instrumento será dobrado como se fosse um origami para ser comportado na carenagem do foguete Ariane 5. Depois, quando estiver no espaço, os atuadores e motores irão trabalhar juntos para deixar cada espelho em uma posição específica. 

Os 18 segmentos hexagonais do espelho primário do observatório receberam uma fina camada de ouro para aumentar a reflexão da luz infravermelha. Juntos, eles vão funcionar como um grande refletor, que permitirá estudos do espaço feitos com profundidade jamais alcançada — a ideia é que o James Webb observe 13,5 bilhões de anos no passado, para os cientistas verem, pela primeira vez, as primeiras estrelas e galáxias que se formaram algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang. 

Como estamos falando de eventos de um passado bastante remoto, a luz emitida pelos primeiros objetos sofre desvio para o vermelho quando chega aos telescópios que temos hoje. É por isso que é necessário detectar a luz infravermelha, cuja coleta é limitada pelos instrumentos de que dispomos atualmente, como acontece com o Hubble. Além disso, os recursos infravermelhos poderão ser usados por cientistas de quase 50 países, que pretendem investigar os buracos negros supermassivos no coração das galáxias, incluindo a nossa. 

 

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