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STF abre informações sigilosas e empurra a CPI

Por Marcio de Freitas*

A suspensão do sigilo do inquérito sobre atos antidemocráticos pelo ministro do STF Alexandre de Moraes trouxe informações que reforçaram as investigações incipientes da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia. O cruzamento dos dados e informações poderá ser usado para endossar a tese de gabinete paralelo e de uma assessoria informal que orientou e ajudou o presidente Jair Bolsonaro na definição de posicionamentos sobre o coronavírus.

É patente que o presidente não gosta da liturgia do cargo, nem dos limites que o cerimonial da Presidência da República impõe. Mas eles, em si, protegem a autoridade. A informalidade nas relações pode ser interpretada como uma falsa intimidade ou um acesso privilegiado.

Ao privilegiar esse tipo de relação, Bolsonaro mantém uma linha direta com seu eleitorado e mostra que não mudou ao chegar ao poder. É um ponto. O outro é abrir a guarda e permitir que qualquer tipo de pessoa se aproxime.

No caso da CPI, a tese central é que milhares de pessoas morreram porque houve a intenção deliberada do presidente, aconselhado por pessoas equivocadas de fora da hierarquia dos cargos de governo. Essa tese ganha fôlego com as revelações de gravações entre pessoas em postos estratégicos e empresários ou blogueiros que não têm relação oficial com o Palácio do Planalto.

Se de um lado o STF alimentou a CPI, de outro possibilitou que o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) não comparecesse e frustrou os senadores que esperavam trazer os responsáveis pelos estados para a linha de tiro. Diante disso, a CPI avançou em quebras de sigilos. Algumas polêmicas pela forma e pela falta de elementos concretos para as solicitações. Mas quem se importa neste momento com pequenos direitos feridos…

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