quarta-feira, maio 12

Sonda Parker Solar Probe “toca” o Sol e quebra recorde de velocidade e distância

Em 2018, a NASA lançou a sonda Parker Solar Probe com o objetivo de estudar nossa estrela bem de pertinho. Para isso, a espaçonave vem se aproximando gradualmente do Sol. A visita mais recente ocorreu no final de abril, quando a espaçonave “tocou” a atmosfera mais externa do Sol e quebrou seu próprio recorde de distância e velocidade — e os dados recebidos pelos controladores da missão mostram que a nave segue em bom estado.

Ao longo de sua missão, a ideia é que sejam realizadas 24 aproximações para que a sonda chegue cada vez mais próxima da nossa estrela. A espaçonave já passou pelo Sol outras vezes e continua se aproximando gradualmente, aproveitando a assistência gravitacional proporcionada por Vênus. A cada volta, a sonda sobrevoa o planeta para obter um efeito de “estilingue”, que a impulsiona até o sol. Então, em 29 de abril, a Parker esteve em seu oitavo “encontro” com o Sol.

Esquema da trajetória da Parker Solar Probe (Imagem: Reprodução/NASA)

Os dados da visita mostraram que os sistemas da espaçonave estão saudáveis e operam normalmente, e os instrumentos que equipam a sonda coletaram dados sobre o vento solar e o ambiente solar até esta terça-feira (4). Além disso, a sonda conseguiu quebrar seus próprios recordes de distância e velocidade: ela chegou a apenas 10,4 milhões de km de distância da superfície do Sol, viajando à velocidade de 532 mil km/h — essa velocidade, que lhe rende facilmente o título de nave mais veloz já criada pela humanidade, seria suficiente para dar 13 voltas em torno da Terra em apenas uma hora.


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Anteriormente, durante a passagem ocorrida em fevereiro de 2020, a Parker Solar Probe alcançou velocidade máxima de 393 mil km/h, e se aproximou do Sol até ficar a 18,6 milhões de quilômetros de distância de sua superfície. Os números destes encontros são bastante impressionantes, mas podem estar próximos de serem superados com a próxima passagem por Vênus, que deverá ocorrer em 21 de novembro.

Lançada para estudar como a energia e calor se movem pela coroa solar e o que há por trás do vento solar, a sonda ainda deverá chegar a cerca de 6 milhões de quilômetros da superfície da nossa estrela quando estiver no ponto de maior aproximação. Enquanto isso, ela já nos proporcionou diversas informações sobre o Sol: a primeira leva de dados foi publicada em 2019 e, ali, foram reveladas novas características do vento solar, além da influência que o plasma possui para a rotação da nossa estrela.

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