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Setor de serviços deve se recuperar ainda mais nos próximos meses, enquanto impacto na inflação é monitorado

SÃO PAULO – O volume de serviços de julho ficou em linha com o esperado, ao subir 1,1% na comparação mensal e registrando a sua quarta alta seguida. Com isso, o setor está 3,9% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e também alcança o patamar mais elevado desde março de 2016.

Conforme ressalta João Leal, economista da Rio Bravo Investimentos, o crescimento foi puxado principalmente por serviços prestados às famílias, especialmente por alojamento e alimentação.

“Esses setores ainda devem ser os grandes promotores de crescimento para os próximos meses, alinhado com o processo de reabertura econômica, com o avanço da vacinação e com um aparente controle da variante delta. Ao mesmo tempo, com essa forte demanda por serviços, o setor deve ser um dos grandes promotores de alta na inflação nos próximos meses”, aponta o economista.

Na avaliação do Bradesco BBI, embora o volume total de serviços já supere os níveis pré-pandêmicos, algumas categorias ainda estão sofrendo para se recuperar.

“Mas, à medida que a vacinação avança, o número de casos diários e mortes continua a cair e a variante Delta não parece gerar tanto impacto quanto a segunda onda, as famílias devem buscar mais serviços fora de casa”, apontam os economistas do BBI.

O Goldman Sachs apontou que os serviços cresceram em um ritmo sólido. “O aumento da atividade de serviços em abril-julho (1,42% ao mês em média) reflete o impacto do aumento da mobilidade desencadeado pela melhora no cenário cobiçado, novos avanços na frente de vacinação e estímulos fiscais renovados. Os serviços às famílias cresceram 38,3% cumulativos nos últimos 4 meses. O setor de serviços é agora o principal motor de crescimento, uma vez que o setor industrial tem lutado com problemas da cadeia de abastecimento (em particular a falta de semicondutores)”, avaliam os economistas.

Daqui para frente, o Goldman espera que alguns dos setores de serviços ainda impactados pela Covid (em particular os serviços para famílias) se recuperem ainda mais nos próximos meses, em conjunto com o progresso no programa de vacinação e reabertura da economia.

Mas, assim como Leal, aponta que a aceleração da inflação, o aumento das taxas de juros (condições financeiras domésticas mais restritivas), o aumento do ruído político e da incerteza política e a interrupção da tendência de alta na confiança do consumidor e dos empresários podem limitar o lado positivo.

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