quarta-feira, abril 7

Santos Brasil dispara 10% após renovar acordo com maior cliente; Hapvida avança com possível oferta de ações

O destaque de alta do Ibovespa na sessão desta quarta-feira (7) fica para as ações de mais de 5% do IRB Brasil RE (IRBR3), que informou que a Superintendência de Seguros Privados (Susep), reguladora do setor, encerrou formalmente a fiscalização especial que mantinha sobre a resseguradora.

Fora do índice, os ativos da Santos Brasil (STBP3) disparam mais de 10%, que informou ter fechado um novo acordo comercial para a prestação de serviços da operação de contêineres da Maersk, sua maior cliente, no Tecon, localizado no Porto de Santos. O acordo anterior havia expirado em 31 de março.

Voltando ao Ibovespa, atenção ainda para as altas da Hapvida (HAPV3), que informou que vem estudando eventuais captações de recursos para financiar investimentos e aquisições, assim como fortalecer sua posição de caixa, incluindo a possibilidade de uma oferta de ações, segundo comunicado ao mercado da companhia na noite de terça-feira.

A CCR (CCRO3), que atua em concessões de rodovias, aeroportos e metrôs, também registra ganhos de cerca de 2%, em meio à sexta rodada de concessão de 22 aeroportos federais, em que a companhia participa.

Confira os destaques:

Petrobras (PETR3; PETR4

A Petrobras enviou na terça-feira comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rechaçando acusações sobre possíveis irregularidades na mudança da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) dos empregados da companhia.

De acordo com a estatal, a transição da operação do plano de saúde AMS para a Associação Petrobras de Saúde (APS) “foi realizada seguindo todas as normas de governança da companhia”.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), representante de funcionários da estatal, abriu representações e processos na Justiça e em órgãos reguladores contra a mudança na AMS. Em algumas delas, cita supostos ganhos obtidos pelo ex-gerente executivo de Recursos Humanos da empresa, Claudio Costa, demitido na semana passada, por negociar ações da estatal em bolsa poucos dias antes do anúncio do lucro recorde do quarto trimestre do ano passado. Em nota, a Petrobras disse que esse foi um episódio pontual de insider trading, ou uso de informação privilegiada.

Ainda segundo a Petrobras, a criação da APS foi precedida de um amplo estudo realizado pela companhia ao longo de dois anos, tendo como base as melhores e mais eficientes práticas do mercado corporativo de saúde suplementar.

“A adoção desse novo modelo de gestão para os planos de saúde dos empregados, aposentados e dependentes passou por diversas instâncias de aprovação, incluindo a Diretoria Executiva e o Conselho de Administração da Petrobras, e está de acordo com as exigências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)”, afirmou a Petrobras no comunicado à CVM.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

Em resposta a questionamento feito pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Bradesco se posicionou sobre a notícia sobre a aquisição da marca Elo pela própria bandeira de cartões, por R$ 400 milhões, dada pela Coluna do Broadcast.

Segundo o banco, as conversas com os demais acionistas sobre uma eventual operação envolvendo a Elo continuam, mas não há uma decisão até agora. “O assunto como um todo, incluindo eventual transferência de titularidade da marca ‘bandeira Elo’ para a Elo Serviços, depende de discussões e estudos que ainda estão sendo desenvolvidos”, diz o Bradesco.

No mesmo comunicado, a instituição financeira ressalta que um eventual recebimento de recursos pela venda da marca Elo caberia à Elopar, que detém a marca. O Bradesco receberia uma proporção do valor, mas que segundo o banco, não seria relevante.

O Bradesco esclarece ainda que o acordo de acionistas da Elo Serviços prevê a possibilidade de ajustes periódicos das participações acionárias, conforme a contribuição de cada um nos resultados. “De qualquer modo, eventuais ajustes são realizados considerando o valor patrimonial das ações de emissão da Elo Serviços, não representando materialidade de valor para o Bradesco”.

Smiles (SMLS3)

A Smiles, empresa que administra o programa de fidelidade do mesmo nome, anunciou que fará o pagamento de R$ 500 milhões em dividendos intermediários no dia 16 de abril, em uma única parcela. Esse total equivale a R$ 4,0270958 por ação ordinária.

O pagamento será realizado pela Itaú Corretora em conta indicada pelo acionista.

O dividendo foi aprovado no final de março pelo Conselho de Administração da companhia, com os papéis SMLS3 sendo  negociados ex-dividendos desde o dia 31 de março.

Enauta (ENAT3)

A Enauta, que atua na exploração e produção de petróleo e gás, anunciou seu resultado operacional do primeiro trimestre do ano. O total no período foi de 1,05 milhão de barris de óleo equivalente (boe), o que equivale a uma produção média diária de 11,7mil boe.

A companhia produz participação de 50% no Campo de Atlanta, localizado em águas profundas na Bacia de Santos, e 45% do Campo de Manati, na região nordeste, dedicado à extração de gás.

Santos Brasil (STBP3)

A Santos Brasil informou que fechou um novo acordo comercial para a prestação de serviços da operação de contêineres da Maersk no Tecon, localizado no Porto de Santos. O acordo anterior havia expirado em 31 de março.

O contrato vale para todas as subsidiárias e marcas afiliadas à Maersk, que incluem a Hamburg Süd, e Aliança.

A companhia ainda informou que foram estabelecidos novos preços de serviços. A vigência do atual contrato vai de 1º de abril de 2021 a 31 de março de 2023.

Além disso, a Santos Brasil atualizou suas projeções para o ano de 2021. A expectativa é que a movimentação de contêineres fique entre 1,2 milhão e 1,3 milhão, o equivalente a um crescimento entre 11% e 20%. Já o Ebitda deve ficar entre R$ 400 milhões e R$ 450 milhões, alta entre 89% e 112%.

O Bradesco BBI mantém avaliação de outperform para a Santos Brasil, e elevou o preço-alvo para 2021 de R$ 10 para R$ 12, frente aos R$ 6,77 negociados na terça, incorporando as mudanças na guidance. O banco diz que a alta se deve a volumes de contêineres maiores e ao aumento dos preços maior do que o esperado.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na terça que os estudos acerca da privatização da Eletrobras devem levar até nove meses para serem concluídos e projetou que, no máximo até o início de 2022, a companhia já deve estar capitalizada. “A Eletrobras, eu acho, já está na lista de privatização. Acho que estudos vão levar seis, sete, oito, nove meses. Ao fim do ano, ou no máximo no início do ano que vem, deve estar capitalizada, como dizem aqui”, disse o ministro em videoconferência promovida pelo Itaú com investidores estrangeiros.

CPFL(CPFE3) e Energisa (ENGI11)

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu em reunião na terça adiar reajustes tarifários previstos para algumas distribuidoras, enquanto avalia saídas para conter uma tendência de forte aumento de custos para os consumidores neste ano. Com isso, as tarifas atuais da CPFL Paulista, controlada pela CPFL Energia, e de empresas da Energisa que atuam no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, serão prorrogadas até uma segunda avaliação do regulador.

IRB Brasil RE (IRBR3)

O IRB Brasil  informou em comunicado nesta quarta-feira que a Superintendência de Seguros Privados (Susep), reguladora do setor, encerrou formalmente a fiscalização especial que mantinha sobre a resseguradora.

Segundo o IRB, a Susep reconheceu que a companhia apresentou os ativos exigidos para garantir as provisões técnicas definidas pelo órgão regulador.

Dessa forma, foram encerradas as atividades de fiscalização na companhia que tiveram início em 11 de maio de 2020.

O IRB diz que, nas demonstrações financeiras de 2020, informou que havia atingido o enquadramento regulatório dos índices de liquidez e cobertura de provisões técnicas.

A resseguradora afirma que entre julho e dezembro, realizou ações de aumento de capital e emissão de debêntures, entre outras. Assim, levantou R$ 4,8 bilhões para garantir as provisões técnicas.

B2W (BTOW3)

A B2W comunicou nesta quarta-feira a aquisição da plataforma móvel de entrega de alimentos e conveniência Shipp pela sua subsidiária Supermercado Now, o que, segundo a empresa, permitirá a entrada no modelo de entrega em poucos minutos.

A Shipp é uma startup de “delivery on demand” que iniciou suas atividades em 2017, no estado do Espírito Santo. Atualmente, conta com 10 mil entregadores cadastrados e realiza entregas em aproximadamente 36 minutos.

A B2W não divulgou o valor da operação no comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza concluiu a aquisição da SmartHint Tecnologia, empresa de sistemas de busca e de recomendação de compra para comércio eletrônico, segundo comunicado da varejista ao mercado nesta quarta-feira.

O valor do negócio não foi informado. Fundada em 2017, a SmartHint atua por meio de ferramentas no modelo de software como serviço mais de 1.000 clientes. A tecnologia da empresa gerou 620 milhões de reais em vendas em 2020.

A aquisição foi realizada pelo Luizalabs, uma empresa controlada pelo Magazine Luiza.

Mercado Livre (MELI34)

O Mercado Livre afirmou na terça que vai investir US$ 1,1 bilhão em 2021 para expandir sua estrutura logística no México, diante de um boom de vendas online durante a pandemia de Covid-19. O valor é quase o triplo dos US$420 milhões que o Mercado Livre investiu ano passado no país, onde a empresa está tentando ficar à frente da gigante Amazon e de outros rivais.

LG Informática (GENT3)

A LG Informática, por sua vez, confirmou ter enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de interrupção por 60 dias do prazo de análise de registro de sua oferta de ações (IPO, na sigla em inglês), com a qual pretendia captar perto de R$ 900 milhões, considerando o preço de R$ 17,50, o meio da faixa de R$ 15,00 a R$ 20,00 por ação prevista.

Hapvida (HAPV3)

A operadora de saúde Hapvida informou que vem estudando novas captações para financiar os seus investimentos, realizar novas aquisições e fortalecer o caixa.

Segundo a companhia, essa captação pode ocorrer por meio de uma oferta subsequente de ações (follow-on) ou dívida, mas que não há decisão tomada sobre o assunto.

O jornal Valor Econômico divulgou que a empresa estaria preparando um “follow-on” para levantar R$ 3 bilhões.

Aliansce Sonae (ALSO3)

A Aliansce Sonae Shopping informou que as operações do Shopping da Bahia foram retomadas nesta terça-feira e que na quarta-feira ocorre a reabertura do Boulevard Shopping Vila Velha.

O fechamento dos estabelecimentos comerciais foi uma das medidas adotadas por diferentes governos estaduais e prefeituras para lidar com a nova onda de infecções da Covid-19.

Considerando essas duas reaberturas, a Aliansce está com 11 de seus shoppings em operação, o que corresponde a 43,1% da área bruta locável (ABL).

Iochpe Maxion (MYPK3) e Tupy (TUPY3)

O Bradesco BBI comentou os dados divulgados na terça pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), que indicou venda de cerca de 189,4 mil unidades em março de 2021, alta de 16% na comparação anual. O banco destaca que a venda de veículos cresceu 13% na comparação mensal, o que indica recuperação do setor.
A venda de trailers subiu 94% na comparação anual, enquanto a de caminhões cresceu 66%. A de veículos leves subiu 14% e a de ônibus, 16%, ambas na comparação anual.

O Bradesco BBI destaca que, apesar dos dados positivos em março, várias fabricantes de veículos anunciaram no final do mês a parada das fábricas devido à falta de componentes e também para lidar com a pandemia. A fabricação menor e estoques baixos podem prejudicar as vendas em abril, diz o banco. O Bradesco BBI mantém a preferência para a Iochpe Maxion, com peço-alvo de R$ 19, frente aos R$ 12,43 negociados na terça; e para a Tupy, com preço-alvo de R$ 33, frente aos R$ 2163 de fechamento na terça, destacando a grande abrangência geográfica das empresas. Para ambas, o Bradesco mantém avaliação de outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado).

Ecorodovias (ECOR3)

O Bradesco BBI comentou os dados operacionais da Ecorodovias, que reportou tráfego de 4,7 milhões de veículos equivalentes para a semana de 29 de março a 4 de abril, alta de 27% na comparação anual, frente à alta da semana anterior de 42%. Os resultados excluem as rodovias Eco 135, Eco 050 e Ecovias do Cerrado. Se incluídas, o tráfego seria de 6,7 milhões de veículos equivalentes, alta de 38% na comparação anual.

Rede D’Or (RDOR3)

O Morgan Stanley iniciou a cobertura da Rede D’Or com recomendação overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 81, frente aos R$ 66,56 de fechamento na terça. O banco avalia que se trata de um negócio de alta qualidade, com forte execução orgânica e bom histórico de fusões e aquisições, que devem impulsionar ganhos das ações. O banco prevê CAGR (taxa composta anual de crescimento) de 19% entre 2020 e 2030, e margens em 33% no longo prazo.

Dasa (DASA3)

A Diagnósticos da América levantou R$ 3,3 bilhões em oferta de ações subsequente precificada a R$ 58 por papel na véspera, de acordo com fato relevante do grupo de medicina diagnóstica nesta quarta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O preço ficou abaixo da faixa indicativa estimada para o follow on entre R$ 64,90 e R$ 84,50 por ação. Também representa um forte desconto em relação à cotação de fechamento do papel na véspera, de R$ 144,01. A operação era considerada um re-IPO dada a baixa liquidez das ações.

A oferta consistiu na distribuição primária de 57.010.786 ações. Não foram exercidos o lote adicional de ações, de 20%, tampoucou a distribuição secundária de 2.081.636 papéis.

Bradesco BBI, BTG Pactual, Bank of America, Credit Suisse, Morgan Stanley, Safra, Santander Brasil e Itaú BBA foram os coordenadores.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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