sexta-feira, abril 9

Robô-cão da Boston Dynamics é usado em treinamentos de militares franceses

O exército francês está usando os autômatos avançados da Boston Dynamics para treinamento. O próprio perfil do Twitter da instituição publicou fotos em que mostra um Spot, o cão-robô da empresa, junto a integrantes da École Spéciale Militaire de Saint-Cyr, voltada para formação de militares em exercício.

De acordo com a publicação, os estudantes estão fazendo apenas um exercício de reconhecimento de campo. A ideia é testar o conhecimento dos aprendizes sobre “os desafios do futuro” e a “robotização do campo de batalha”. Isso levanta o questionamento sobre a possibilidade de investimentos em tecnologias robóticas para uso militar. A escola aponta que o Spot foi só um de vários autômatos usados nos treinamentos.

Os exercícios incluíam entender diferenças entre cenários nos quais havia apenas humanos atuando e, posteriormente, com a parceria dos robôs. O resultado, para os militares, foi de que a participação dos autômatos fez com que as operações ficassem mais lentas, mas também mais seguras.


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Ao jornal francês Ouest-France, a Boston Dynamics disse que não vendeu o Spot diretamente para o exército; e sim via um distribuidor europeu chamado Shark Robotics, sem o conhecimento da intenção de uso. “Vamos saber mais sobre do que se trata. Não está claro o exato escopo desta relação”, explicou Micheal Perry, vice-presidente de desenvolvimento da Boston Dynamics ao The Verge.

A imagem certamente não é uma boa notícia para a Boston Dynamics. Primeiro, porque os próprios termos e condições de uso do Spot não preveem o uso da tecnologia para “machucar ou intimidar qualquer pessoa ou animal, como arma, ou para criar qualquer arma”. Ainda, a empresa diz que tem regras severas que proíbem clientes e fornecedores de adicionarem armas aos modelos dela. Porém, ainda está analisando se a utilização desarmada dos Spots para fins militares é permitida.

A Boston Dynamics já enfrenta a visão de que seus robôs podem ser nocivos no futuro, por conta da cultura criada por filmes de ficção científica. Assim, mesmo sem a participação de militares, a companhia precisa trabalhar uma forma de retirar a conotação negativa dos aparelhos.

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