terça-feira, abril 6

Reguladora europeia nega relação entre vacina da AstraZeneca e coágulos

A EMA, reguladora de medicamentos da União Europeia, negou que tenha chegado a uma conclusão sobre uma possível relação entre casos de trombose e a vacina de Oxford/AstraZeneca.

Em comunicado, a EMA disse nesta terça-feira que “não chegou a uma conclusão ainda e que a revisão está em andamento”. A expectativa é que as descobertas sejam divulgadas ainda nesta semana, na quarta-feira ou quinta-feira, segundo a nota.

A EMA se pronunciou após o jornal italiano Il Messaggero publicar que, segundo fonte da EMA ouvida, havia sido encontrado “um vínculo” entre a vacina e casos de trombose. A informação foi oficialmente negada pela agência.

Há alguns dias a diretora executiva da agência, Emer Cooke, afirmou que não era possível traçar um vínculo causal entre os casos e o imunizante. A EMA e entidades como a Organização Mundial da Saúde já haviam feito pronunciamentos afirmando que os benefícios da vacina superam os riscos de efeitos colaterais.

Nas últimas semanas, uma centena de casos de coágulos em europeus levantou suspeitas de que poderia haver alguma relação com a vacina. Os receios levaram diversos países a temporariamente suspender a aplicação do imunizante em março. A aplicação já foi retomada, embora nações como França, Alemanha, Itália, Espanha, Holanda e Canadá suspenderam a administração em pessaos menores de 55, 60 ou 65 anos (a depender do país).

Em março, ao analisar os casos de coágulos encontrados, a EMA havia dito que não foi possível verificar evidência de que a vacina aumenta os riscos de coágulo. Os casos já poderiam acontecer naturalmente nos pacientes, sem terem sido impactados pela vacina.

Mais de 20 milhões de pessoas foram vacinadas com a vacina da AstraZeneca na UE e no Reino Unido, e as autoridades afirmam que o número de casos de coágulos encontrado não é maior do que os que já ocorreriam normalmente em uma fatia tão grande da população.

As autoridades afirmam também que paralisar a vacinação traria ainda mais riscos, sobretudo se não há vacina substituta. A União Europeia tem registrado cerca de 16.000 mortes por semana relativas à covid-19 e mais de 2.000 mortes por dia.