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Projeto prevê coletar 700 litros de óleo de cozinha para descarte correto

De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o consumo anual do produto ultrapassa a casa dos três bilhões de litros. Pensando nisso, o setor trabalha em projetos que têm como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da separação e descarte correto do óleo usado e os benefícios da sua reciclagem para o meio ambiente e o bem-estar da população. É o caso do Programa Óleo Sustentável, promovido pela Abiove e o Sindicato da Indústria de Óleos Vegetais — Sindoleo, desde 2012.

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“Todo o óleo coletado, que é entregue voluntariamente pelos consumidores nos pontos de entrega, é levado para cooperativas de catadores e indústrias de reciclagem, sendo destinado para produção de biodiesel e como insumo para a fabricação de tintas, vernizes, sabão biodegradável, ração animal, dentre outros. Desta maneira, os impactos ambientais do descarte irregular do óleo são mitigados e o óleo se torna um resíduo de alto valor, gerando empregos e contribuindo para a renda de diversas famílias”, afirma Cindy Moreira, coordenadora de sustentabilidade da Abiove.

Com o objetivo de expandir a conscientização do correto descarte de óleo no estado de São Paulo, no final de 2020, a Abiove, o Sindoleo, a Apas — Associação Paulista de Supermercados e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) assinaram com a Cetesb e a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo-Sima um novo Termo de Compromisso para a Logística Reversa de Óleo Comestível, no qual constam metas anuais de recolhimento e destinação do resíduo, instalação de pontos de entrega voluntária, distribuição geográfica das ações no estado, além de iniciativas de educação ambiental e comunicação.

A meta para este ano é coletar 700 mil litros e chegar a um milhão em 2024.

Para o presidente do Comitê de Sustentabilidade da Apas, Paulo Pompílio, a adesão dos supermercados é fundamental para a ampliação dos pontos de entrega e também para a estratégia de divulgação de ações que visam conscientizar os consumidores.

“O setor supermercadista contribui na cadeia de logística reversa como ponto de contato com o consumidor, tendo a responsabilidade de comunicar, sensibilizar e disponibilizar as áreas para instalação dos coletores, contribuindo para o sucesso da destinação dos resíduos de interesse ambiental”, diz.

No contexto do comércio varejista e atacadista, José Goldemberg, presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, entende que o programa de logística reversa do óleo deve ser visto como uma oportunidade para o comércio e toda a cadeia produtiva fomentar a economia circular e as boas práticas ambientais.

“É essencial que as empresas do varejo e do atacado façam parte desse sistema, não apenas para cumprir com a responsabilidade compartilhada e encadeada a partir da logística reversa, mas também para garantir a destinação ambientalmente adequada dos resíduos, a partir dos princípios de sustentabilidade, hoje essenciais a todas atividades e negócios. Além de cumprir com a lei e contribuir para manter o meio ambiente em equilíbrio, tais práticas são uma oportunidade de conscientizar os consumidores e oferecer opções adequadas de descarte de resíduos e, assim, ofertar mais um serviço para os clientes”, declara Goldemberg.

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