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Preview Sea of Thieves | DLC de Piratas do Caribe mantém foco no jogador

É quase como uma união feita nos céus — ou nos mares, neste caso —, mas que também soou como uma grande surpresa quando anunciada. Os mundos de Sea of Thieves e Piratas do Caribe estão prestes a se unir em A Pirate’s Life, uma grande adição de conteúdo que chega no dia 22 de junho ao PC e Xbox, em uma expansão que é citada pelos membros da equipe de produção como um verdadeiro sonho realizado.

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É assim para quem desenvolve o título e, também, para quem acompanha as novidades, com a produtora Rare afirmando já ter enxergado um aumento no engajamento de jogadores neste mundo virtual, antes mesmo da chegada da adição. E desde já, ela adianta aos novatos e veteranos que não perdem por esperar pela entrada de Jack Sparrow, Davy Jones e tantos outros personagens em um universo no qual, ainda que virtualmente, qualquer um pode ser um pirata.

 

A abordagem altamente pessoal e amorosa à franquia aparece já no nome, A Pirate’s Life, que remete aos tempos em que Piratas do Caribe era apenas uma atração dos parques temáticos da Disney. A marca foi transformada em franquia gigantesca e, agora, em expansão para Sea of Thieves, mas mantendo o potencial original de inserir os jogadores nesse universo, em vez de apenas reproduzir aventuras que eles já conhecem.


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Estamos diante de uma história original, que se passa após os eventos vistos no cinema e que coloca Jack Sparrow em uma jornada para salvar o estilo de vida que fez ele ser quem é. Você, também, faz parte disso e é um protagonista dessa história. “Queremos que os jogadores sejam os piratas que sempre quiseram, ao lado dessa figura tão conhecida”, explica o diretor criativo Mike Chapman, da Rare, em entrevista ao Canaltech.

Os conceitos abordados pela franquia Piratas do Caribe sempre estiveram presentes, desde a concepção inicial de Sea of Thieves, com Chapman revelando que até mesmo imagens do filme foram usadas pela equipe de produção na hora de introduzir conceitos e a ideia geral do game, há anos, quando o título ainda era uma ideia. Com o título lançado, as similaridades vão além do tema e se encaixam também na liberdade de fazer o que quiser, no foco explorativo e, principalmente, nas fábulas e elementos místicos que permeiam todos estes sete mares digitais. Justamente por isso, não é difícil enxergar como uma união com a franquia da Disney parece funcionar tão bem.

Mais do que apenas adicionar personagens conhecidos ao universo de Sea of Thieves, a missão de A Pirate’s Life é fazer com que o jogador se sinta parte integrante desse mundo mágico (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Ainda assim, essa união apresentou uma série de desafios, principalmente, no que toca a manutenção da autenticidade destes mundos. “A história precisa ser autêntica e fazer jus aos universos de Piratas do Caribe e Sea of Thieves, e não soar apenas como uma missão adicional com participação especial”, aponta Chapman. Novamente, a equipe de produção se volta à figura de Jack Sparrow como uma peça central dessa junção.

Na visão do diretor criativo, um dos pontos centrais da personalidade do pirata é sua busca por liberdade e um estilo de vida livre proporcionado, justamente, por sua posição como corsário. “Sea of Thieves apresenta um mundo lendário de pirataria, tesouros e aventuras e a nossa ideia é que Jack adoraria fazer parte disso. E quando esse estilo de vida é ameaçado, [os jogadores] devem se unir a eles para salvá-lo”, completa Chapman.

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Entra em jogo, então, a canção clássica da atração da Disney e, também, os outros personagens de Piratas do Caribe, como o próprio Davy Jones, que segue no encalço de Jack Sparrow e acaba se tornando o principal antagonista, também, dos jogadores. Nessa viagem por territórios clássicos dos filmes e do game, alinhados a elementos inéditos, estão o cerne dos cinco capítulos de A Pirate’s Life.

Acessível e profundo

O conteúdo adicional será liberado para jogadores de todos os níveis, mesmo aqueles que nunca jogaram Sea of Thieves e decidirem entrar neste mundo agora, com a expansão. A eles, basta passar pelo tutorial, com uma pequena viagem inicial que ensina os conceitos básicos do jogo, para adentrar o crossover, que tem uma nova personagem, Castaway, como porta de entrada ao universo da adição e, também, a um mundo em que os sonhos e pesadelos dos piratas se tornam reais.

A aventura de Sea of Thieves: A Pirate’s Life começa no Mar dos Condenados, onde as memórias, sonhos e pesadelos dos piratas se transformam em realidade e são revividas (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Estamos no Mar dos Condenados (tradução livre do inglês Sea of the Damned), uma espécie de limbo onde os segredos mais íntimos destes bucaneiros são revividos e explorados. Lá, também, estão as ruínas de embarcações antigas, personagens clássicos do folclore e até mesmo alguns easter eggs, com Chapman já adiantando que os fãs serão bastante recompensados se mantiverem um olho vivo nesta localização.

Mais do que tudo isso, a ideia de A Pirate’s Life é entregar o mesmo foco livre do game principal. Ainda que esta seja uma experiência narrativa e cinematográfica, isso não significa que ela vá ser linear — os jogadores podem entrar e sair dela quando quiserem, ou atrasar um pouco o andamento da história para explorarem os novos locais ou o mundo original, retornando de onde pararam quando quiserem. E, claro, isso também vale para a jogatina compartilhada entre bancos de piratas.

“Criar uma narrativa em um mundo compartilhado e aberto é um desafio”, explica Andrew Preston, designer-chefe de Sea of Thieves. Ele aponta, por exemplo, uma situação na qual uma experiência com a história poderia ser interrompida por um ataque inimigo ou o encontro com outros jogadores, o que exigiu que a Rare voltasse à prancheta para entender as minúcias da própria criação. “Tudo o que aprendemos até hoje com o game foi usado para tornar essa experiência a melhor e mais acessível para todos os níveis de usuários”, completa.

A união entre Piratas do Caribe e Sea of Thieves data desde a gênese do projeto, quando conceitos do filme eram usados para exemplificar ideias. A colaboração com a Disney é citada pelo diretor criativo Mike Chapman como um sonho realizado (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Isso se traduziu em uma experiência encadeada, na qual os primeiros capítulos de A Pirate’s Life ambientam o jogador e são jogados em equipes menores. Mais tarde, eles seguem ao lado de Jack Sparrow em um mundo mais aberto, onde também poderão encontrar outros exploradores e interagir com eles. Há muito a fazer, além da saga principal, com elementos que também se estendem ao mundo “tradicional” de Sea of Thieves.

Trazer elementos de Piratas do Caribe para fora dos limites da expansão também foi citado por Preston como uma forma de ambientar os jogadores. Explorando uma praia, os jogadores podem encontrar um tridente bem conhecido dos fãs dos filmes, enquanto ao explorarem navios afundados, poderão se ver diante das sereias ameaçadoras do cinema. Roupas usadas pelos personagens da Disney, decorações para os navios e até pets são outros exemplos de itens que também aparecerão fora dos domínios de A Pirate’s Life, evidenciando sua posição como parte integrante da experiência com o game.

Apesar de ser uma experiência separada, os inimigos, armas, roupas e conceitos de A Pirate’s Life também poderão ser encontrados fora da expansão, no mundo regular de Sea of Thieves (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Essa sinergia criou o que é descrito pelos membros da desenvolvedora como o conteúdo mais especial e abrangente de toda a jornada de Sea of Thieves até aqui. Ajudou muito, claro, o fato de a própria Disney ter abordado a Rare com o interesse de fazer uma colaboração, com direito a representantes da gigante afirmando que o game era jogado nos escritórios, com todos apontando as semelhanças entre a saga e Piratas do Caribe.

Os olhos de Chapman chegam a brilhar quando se lembra dos encontros com a empresa e a gênese da expansão, ainda na E3 de 2019. Ele enaltece, ainda, o trabalho do time de desenvolvimento, que após uma etapa de conceitos aprovada unanimemente pela Disney no final daquele ano, se viu obrigada a trabalhar de casa devido à pandemia do novo coronavírus. Toda a produção aconteceu com os funcionários em casa e, nos momentos difíceis, o diretor criativo aponta que a paixão dos envolvidos foi um elemento fundamental para manter todos engajados.

Mais do que tudo isso, é a chance de expandir um universo que, por si só, apresenta diversas possibilidades e alternativas. “Não estamos fazendo esse crossover só porque é muito legal, mas também pela oportunidade de contarmos essa história. Os fãs de Sea of Thieves e Piratas do Caribe, com certeza, apreciarão a união destes dois mundos e verão como tudo faz sentido”, completa ele.

Essa viagem começa no dia 22 de junho, quando A Pirate’s Life chega a todos os jogadores de Sea of Thieves de forma gratuita no PC, Xbox One e Xbox Series X. A expansão estará disponível tanto para quem comprou o game quanto para os assinantes do Game Pass.

Leia a matéria no Canaltech.

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