domingo, março 7

Plano SP deverá trazer mais restrições nesta semana, diante de alta nas internações por Covid-19 no estado

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SÃO PAULO – Nesta segunda-feira (22), o Governo do Estado de São Paulo antecipou em coletiva que anunciará novas restrições à mobilidade dos moradores do estado, por meio do Plano São Paulo.

Essas medidas serão detalhadas na próxima quarta-feira (24) e valerão a partir da próxima sexta-feira (26). O Plano São Paulo é o programa de controle da pandemia imposto pelo Governo de São Paulo desde o começo do contágio pelo novo coronavírus. O Plano SP está condicionado aos índices de novos casos, internações e óbitos por Covid-19 nas regiões do estado e permite a reabertura econômica das regiões de forma gradual. Vale lembrar que a última reclassificação geral do Plano SP foi feita na última sexta-feira (19).

O anúncio de novas restrições vem após um aumento nas internações por Covid-19 no estado. João Gabbardo e Pedro Menezes, coordenadores do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, e Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde, atualizaram números referentes ao status da pandemia e explicaram de que forma os especialistas da saúde na gestão paulista deverão agir para tentar mitigar a pandemia nas regiões mais afetadas.

De acordo com Gorinchteyn, o estado está com uma ocupação média de leitos de UTI para Covid-19 de 67,9%, enquanto a Grande São Paulo vê uma ocupação de 67,8%. O secretário ressaltou o incremento de 5,6% nas internações no estado desde a última semana epidemiológica.

“Temos que continuar a seguir as normas e os ritos sanitários. Temos que ter uma especial atenção com algumas regiões do estado, para que não haja um impacto ainda maior no sistema de saúde. Cobrem posturas, para que dessa forma possamos garantir assistência à vida”, pediu o secretário durante a coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (22) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Menezes, do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, afirmou que é preciso olhar com maior atenção para algumas regiões do interior do estado. Segundo Menezes, o crescimento nas taxas de ocupação de algumas regiões interioranas pode demonstrar que a epidemia está saindo do controle.

Gabbardo concorda que a taxa de ocupação de leitos é um indicativo de como a pandemia está se comportando nas regiões, e que a continuação dos números de internação em patamares elevados mostra que a circulação do vírus continua intensa. “Nos chama muita atenção que o número de paciente internados tem se mantido alto, mais alto do que tínhamos no início da pandemia”, explica Gabbardo.

Atualmente, segundo dados da Secretária estadual de Saúde, São Paulo conta com 6.410 pessoas internadas para tratamento de Covid-19número recorde no estado. A máxima anterior havia sido de 6.250. “Mesmo que não tenha ocorrido um aumento tão significativo de novos casos [de Covid-19] na UTI, a permanência tem sido maior. Por isso temos um número de pacientes internados bem acima da expectativa. Pode significar gravidade: internação que exige um maior tempo de utilização dos equipamentos da UTI”, diz Gabbardo.

Segundo o coordenador, o Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo apresentou ao governo estadual um conjunto de “recomendações extraordinárias, para além do que está previsto no Plano SP”. O governo está analisando as recomendações e preparando atos jurídicos para os anúncios da próxima quarta-feira (24). “Serão recomendações tratando de redução da mobilidade, da movimentações das pessoas, que é o que podemos fazer neste momento para reduzir a taxa de transmissibilidade da Covid-19, sendo variante ou não”, afirma Gabbardo.

Menezes completa que algumas cidades já estão com medidas mais restritivas do que o Plano SP recomenda. É o caso, por exemplo, da cidade de Araraquara, no interior do estado. Atualmente na Fase Vermelha, a mais restritiva do programa, a cidade decretou um lockdown para tentar frear o avanço da variante brasileira da Covid-19.

A chamada P.1 começou em Manaus, já se espalhou pelo Brasil e foi detectada na semana passada no estado de São Paulo, com mais de 10 casos só em Araraquara.

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CoronaVac: mais 3,4 milhões de doses a partir de amanhã

Ainda durante a coletiva, João Doria (PSDB), governador de São Paulo, informou que o Instituto Butantan irá começar a entregar 3,4 milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde nesta terça-feira (23). Essas novas doses do imunizante integrarão o Programa Nacional de Imunização (PNI) e serão distribuídas pelo Brasil.

A CoronaVac é a vacina contra Covid-19 desenvolvida pela parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac. De acordo com o governador, o ritmo de entrega do instituto será de 426 mil doses por dia em média.

Doria afirmou que pediu em reunião na manhã desta segunda-feira (22) para que o Instituto Butantan tenha “emprenho total” na entrega das doses e que o quantitativo de doses diária pode aumentar. “Amanhã [23], às 9h30 da manhã, estaremos na sede do Butatan acompanhando a entrega dessas doses. O Ministério da Saúde fará a logística para o encaminhamento da vacina aos demais estados brasileiros”, afirmou o governador.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse que só na próxima terça-feira o instituto terá números atualizados para determinar se será possível aumentar a média diária de 426 mil doses.

Recentemente, o Ministério da Saúde assinou um contrato para aquisição de 54 milhões de doses da CoronaVac para a imunização dos brasileiros. Além desse número, a pasta já tinha adquirido outras 46 milhões junto ao Butantan, o que totalizará 100 milhões da CoronaVac. Até o momento, o Butantan entregou 9,8 milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde para serem usadas no Programa Nacional de Imunização.

O Brasil conta com dois imunizantes para a campanha nacional de imunização: a CoronaVac, do Butantan, e a vacina da Oxford/AstraZeneca, desenvolvida pela universidade e pela farmacêutica britânicas e com produção local pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O país recebeu 2 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca, e outras 2 milhões de vacinas devem chegar na próxima terça-feira (23).

Vacinação em São Paulo

Também durante a coletiva, Doria anunciou que o estado atingiu a marca de 2 milhões de pessoas vacinadas, pouco mais de um mês do início da campanha de vacinação do estado, em 17 de janeiro.

Segundo os últimos números do Vacinômetro, ferramenta digital desenvolvida em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) que permite a qualquer pessoa acompanhar em tempo real o número vacinas aplicadas no estado, 2.037.507 pessoas foram vacinadas em São Paulo até às 13h45 desta segunda-feira. 1.644.927 pessoas receberam a primeira dose, enquanto 392.580 já receberam a segunda aplicação.

A administração paulista também informou que, na próxima sexta-feira (26), o estado irá anunciar publicamente as faixas etárias selecionadas para a próxima fase de imunização no estado. A vacinação em São Paulo já passou por três fases. A primeira foi direcionada a profissionais de saúde, indígenas e quilombolas. A segunda fase atendeu idosos com 90 anos de idade ou mais. Já a terceira fase de vacinação incluiu idosos com 85 anos de idade ou mais. A vacinação para idosos com 80 anos de idade ou mais está, por enquanto, prevista para começar no dia 1º de março.

Programa “Bolsa Emprego”

Ainda durante a coletiva, o governo paulista anunciou o programa Bolsa Emprego, que prevê a criação de 100 mil postos de trabalho no estado em diversos setores da economia, com remuneração de R$ 450 por mês. Serão 30 mil vagas abertas em março, e outras 70 mil a partir de maio.

Segundo Doria, o projeto ainda será votado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) e integra o programa de recuperação econômica de São Paulo.

“Estamos falando de um programa que irá transformar a vida de meio milhão de brasileiros em São Paulo”, explicou Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do estado. A secretária estima que cada beneficiário impacta outras duas pessoas em sua família e outras duas pessoas indiretamente, por meio do consumo da família.

Ainda segundo Patrícia, os beneficiários do programa terão direto a um auxílio por até cinco meses, qualificação profissional e oportunidades de trabalho.

 

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