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Pesquisa da Fiocruz diz que reinfecção pela COVID-19 é possível após casos leves

Nas últimas semanas, começaram a aparecer casos de reinfecção pela COVID-19 em todo o mundo, inclusive no Brasil, e pesquisadores acabam de revelar o resultado de um estudo que explica a existência da ameaça. Segundo os cientistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), a primeira exposição do organismo ao coronavírus pode não gerar memória imune em casos mais leves. Sendo assim, uma pessoa que já teve a COVID-19 corre o risco de ser infectada de novo.

Os pesquisadores fizeram o sequenciamento dos genótipos do SARS-CoV-2 de quatro pessoas sem sintomas da doença para chegar a essas respostas, sob coordenação de Thiago Moreno, virologista e pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz. Esses pacientes foram monitorados semanalmente desde o início da pandemia, ainda em março, realizando testes sorológicos e o PCR, o exame do cotonete.

Imagem: Reprodução/Fernando Zhiminaicela/Pixabay

Através do sequenciamento dos genomas, foi possível confirmar que um dos pacientes contraiu o coronavírus associado a um genoma de fora do Brasil, enquanto outra contava com uma estrutura viral associada ao genoma que já estava em circulação no país, mais precisamente no Rio de Janeiro.


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Thiago Moreno conta que, em maio, um dos pacientes que estavam recebendo o acompanhamento informou aos pesquisadores que estava tendo sintomas mais fortes da doença, como a perda de paladar e olfato, além de febre. “Quando fizemos o RT-PCR mais uma vez, os quatro indivíduos testaram positivo. O que observamos foi uma reinfecção dentro do ambiente familiar. Contudo, a pessoa que apresentou em março o genótipo associado a casos importados no Brasil, agora estava infectada por uma outra cepa”, conta o cientista.

Ainda de acordo com a pesquisa, outro paciente que havia sido infectado por um genótipo que circulava no Rio de Janeiro, mas que possuía um acúmulo de mutações que acaba permitindo a interpretação de reinfecção e não de uma infecção persistente. Sendo assim, fica claro que uma reinfecção pelo SARS-CoV-2 é possível e que a primeira exposição a ele não é garantia de que haja uma memória imune do organismo.

Imagem: Reprodução/Daniel Schludi/Unsplash

“Casos assintomáticos ou muito brandos, se forem reexpostos ao vírus, poderão ter novamente uma infecção. Desta vez, pode ser que o quadro se agrave e que essa infecção seja mais severa do que a primeira, como demonstrado na pesquisa. Por esse motivo fez o alerta à população sobre a imunidade para o coronavírus. Em alguns casos, as respostas imunes podem ser fortes num primeiro momento, mas não significa que elas sejam duradouras”, reforça.

Leia a matéria no Canaltech.

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