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Para Taynaah Reis, da Moeda Semente, mercado cripto deve crescer 150% em 2021

Primeira fintech brasileira a usar a blockchain para causar impacto social, a Moeda Semente foi criada em 2017 por Taynaah Reis, inspirada em sua experiência familiar com cooperativas de agricultores, aldeias e quilombos, em especial os grupos liderados por mulheres, que tinham dificuldade em obter capital de giro, equipamentos e em ter acesso a crédito e ao capital estrangeiro.

De lá para cá, a engenheira de software, que tem certificação em Inteligência Artificial pelo MIT, e em Cibersegurança e Inovações Disruptivas, ambos pela Harvard Business School, levou o projeto para o centro das discussões sobre o uso da tecnologia blockchain para promover inclusão financeira e igualdade de gênero.

Em sua oferta inicial de criptoativos (ICO), também em 2017, captou 20 milhões de dólares e, desde então, levou a criptomoeda nativa do projeto, a MDA, a ser listada em algumas das maiores exchanges do mundo, como a Binance.

É por causa de toda essa bagagem que a CEO do Moeda Semente foi convidada pela EXAME para falar sobre as suas perspectivas para o mercado de criptoativos em 2021. Confira mais uma entrevista do especial “Perspectivas 2021” do Future of Money:

Future of Money: Qual é sua perspectiva para o mercado cripto em 2021?
Taynaah Reis: 
O mercado cripto deve crescer cerca de 150% em 2021, e essa perspectiva está embasada principalmente na popularização das criptomoedas como meio de pagamento, e não mais apenas como investimento. Também acredito em novas ações do poder público sobre moedas digitais de bancos centrais (CBDCs). O bitcoin tem mais liquidez do que as pessoas imaginam. Posso pagar um café na esquina, com cartões Visa e Mastercard que convertem instantaneamente, comprar uma casa, itens na Amazon, PayPal, e trocar em minutos para moedas fiduciárias em mais de 100 países (em exchanges como a Binance). E é mais fácil para mover dinheiro no mundo, mais barato e menos burocrático. Muitos fundos de pensão gigantescos estão investindo e o bitcoin se mostrou extremamente resiliente à recessão. E no Brasil, a recente aprovação das juntas comerciais brasileiras em aceitar criptoativos para capitalizar abertura de empresas, demonstrando que o governo está olhando para o mercado de criptoativos de forma diferente. Outro fator relevante é o Pix, que representa a ação do Banco Central que pode digitalizar ainda mais os ativos. Apostamos que em no máximo um ano o Pix vai possibilitar que o “real digital” se torne realidade.

FoM: Qual será a altcoin de maior destaque em 2021? Por quê?
TR:
No meu entendimento são justamente as altcoins que vão contribuir para esse cenário de crescimento identificado na resposta acima. Mas vou destacar o ether, mesmo não sendo considerada exatamente uma altcoin por parte da comunidade cripto. Ethereum foi a primeira rede de blockchain que permitiu programar contratos inteligentes que transcendem operações exclusivamente financeiras. A atualização no seu modelo de consenso, subindo a qualidade da rede, deve levar junto a altcoin Moeda (MDA), única criptomoeda brasileira listada na Binance e nas principais exchanges do mundo, uma vez que usamos o mesmo protocolo.

FoM: Qual a melhor notícia que pode surgir para o bitcoin e para as criptos de modo geral em 2021?
TR:
A convergência do mercado tradicional com o mercado cripto, como, por exemplo, se o Pix virar uma blockchain, o que poderia desencadear positivamente a regulamentação para outras criptomoedas. E, claro, a continuidade da aceitação de criptos nos meios de pagamento.

FoM: Qual a pior notícia que pode surgir para o bitcoin e para as criptos de modo geral em 2021?
TR:
É difícil dizer. O cenário atual é muito positivo. Muitos governos já fizeram diversas manobras no sentido de derrubar e controlar criptoativos, mas agora estão em um momento completamente oposto. Por isso, eu acho que o pior cenário seria a falência de empresas de custódia — aconteceu em 2019 na China, e em outras oportunidades — mas, ainda assim, não vejo isso acontecendo.

FoM: Qual aplicação em blockchain se tornará mais popular no ano que vem?
TR:
Tem muita tendência de rastreabilidade de cadeias produtivas e tokenização de ativos (como agro-florestas, resíduos, ingressos, arte, música, entre outros). Depois do DeFi, a sofisticação dos NFTs (token criptográfico que representa algo único).

FoM: Qual startup blockchain brasileira tem maior potencial de inovação e impacto no mercado para 2021?
TR:
Por estarmos alinhados aos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU, assim como com os parâmetros de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa), a Moeda Semente, que tem no seu ecossistema uma criptomoeda própria, um meio de pagamento e o ciclo completo do impacto social para o qual nossa tecnologia se destina.

FoM: O que passou despercebido para a maioria no mercado cripto em 2020?
TR:
O potencial de haver stablecoins “crypto-based”, alterando a lógica de lastro da economia tradicional. Um exemplo é a Celo, que resolve a questão da volatilidade do mercado cripto com a criação de um sistema que permite criar um valor estável para criptomoeda que não depende da situação de saúde financeira de uma empresa ou governo.

FoM: Qual será o preço do bitcoin em dezembro de 2021?
TR: 
Por volta de 100 mil dólares.

O especial “Perspectivas 2021” do Future of Money tem como objetivo reunir opiniões e análises de algumas das mentes mais brilhantes do universo cripto e blockchain, no Brasil e no mundo, sobre suas perspectivas para o futuro deste mercado. A cada dia, uma nova entrevista. Não perca!

E se quiser ver todas as entrevistas já publicadas neste Especial, é só clicar aqui.

 

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