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Os melhores e os piores investimentos de 2020

Os fundos de renda fixa do tipo duração alta grau de investimento lideraram o ranking dos melhores investimentos de renda fixa de 2020, com rentabilidade média de 9,34% no período, bem acima da taxa de referência da categoria, o CDI, que registrou variação de 2,76%. 

Esses fundos aplicam pelo menos 80% da carteira em títulos públicos e em outros ativos de baixo risco no mercado, emitidos por bons pagadores. “Esses fundos sofreram muito na crise, porque são líquidos e tiveram muitos resgates. Agora mostram que se recuperaram”, diz Juliana Machado, especialista em fundos da EXAME Research.

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Já entre os ativos de renda variável, os fundos multimercado do tipo investimento no exterior ficaram no topo do ranking do ano, com alta de 11,52%. Segundo Machado, a questão fiscal pesou sobre os ativos brasileiros no ano, fazendo com que andassem na contramão do mercado financeiro global. “Apesar dos juros baixos, há o temor de furo do teto dos gastos. Então houve aumento de risco e subiu também o prêmio.”

Os fundos multimercados podem estar alocados em várias classes de ativos. Alguns desses ativos sofreram na crise, mas outros tiveram intensa valorização, como ações do setor de tecnologia. Além disso, essas aplicações foram melhor porque investir lá fora permite exposição a ativos mais fortes, como ações americanas e moedas de outros países.

Piores aplicações

Na ponta dos piores investimentos do ano na renda fixa esteve o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2050, que registrou rendimento de apenas 0,62% em 2020Títulos públicos longos sofrem mais com a marcação a mercado em momentos de alta do risco na economia. “O Tesouro IPCA é indexado ao IPCA, mas tem um prêmio de risco que oscila bastante. É um movimento natural em momento de maior incerteza”, explica Machado.

Entre as aplicações de renda variável que renderam menos estão os fundos de ações do tipo valor/crescimento. Essas aplicações desvalorizaram 2,61% no ano. Isso aconteceu porque a bolsa também foi impactada negativamente pelo risco fiscal, afirma a especialista.

“Apesar de o mercado ter muita liquidez, é preciso ajustar o nível de risco, o que impactou as ações. Os fundos da categoria têm uma visão de longo prazo e acabam sofrendo mais em meio a esses ajustes. Mas isso não significa que a tese dessas aplicações não vale mais.”

Veja o ranking da renda fixa e da renda variável na tabela abaixo:

Renda fixa

Investimento Desempenho no ano (em %) Desempenho em dezembro (em %)
Fundos de renda fixa – duração alta – grau de investimento 9,34 1,9
Tesouro IPCA+2024 8,6 2,13
Tesouro prefixado 2023 7,95 1,39
Tesouro prefixado 2025 7,94 3,98
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2035 6,7 6,28
Tesouro IPCA+ 2035 6,7 6,28
Tesouro IPCA+ 2045 3,79 14,29
Tesouro Selic 2025 2,17 0,44
Fundos de renda fixa – duração baixa – grau de investimento 2,14 0,21
Poupança 1,99 0,11
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2045 1,63 5,61
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2050 0,62 6,21

Referência

Índice Desempenho no ano (em %) Desempenho em dezembro (em %)
CDI 2,76 0,14

*A rentabilidade dos fundos vai até o dia 24 de dezembro, dado mais atual disponível na Anbima.
*O desempenho mensal dos títulos e da poupança se refere aos últimos 30 dias até a data de fechamento.

Renda variável

Investimento Desempenho no ano (em %) Desempenho em dezembro (em %)
Multimercado investimento no exterior 11,52 1,09
Multimercado livre 6,98 1,72
Fundos de ações livre 4,87 5,09
Fundo de ações investimento no exterior 1,55 4,81
Fundo de ações índice ativo -0,99 6,85
Fundo de ações valor/crescimento -2,61 6,19

*A rentabilidade dos fundos vai até o dia 24 de dezembro, dado mais atual disponível na Anbima.

Referência

Índice Desempenho no ano (em %) Desempenho em dezembro (em %)
Ibovespa 2,9 9,28

Para todos os investimentos, a orientação é sempre lembrar que a rentabilidade passada não significa garantia de rendimento futuro. Também é importante mencionar que o ranking de investimentos considera a rentabilidade bruta das aplicações, sem descontar o Imposto de Renda (IR).

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Nas aplicações em fundos de ações, há IR de 15%. Nos fundos de curto prazo, a alíquota é de 22,50% para resgates em até 180 dias e de 20% para resgates depois de 180 dias. Nas demais categorias de fundos (longo prazo), a tributação segue tabela regressiva, em que a alíquota varia entre 15% e 22,5%, conforme o prazo de vencimento.

Os títulos públicos também são tributados pela tabela regressiva de IR. A poupança não tem cobrança de IR.

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