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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

As bolsas mundiais operam sem direção única nesta manhã, depois de um dia de quedas nas bolsas dos Estados Unidos, enquanto os investidores acompanham o aumento dos casos de coronavírus na Europa. Tanto as bolsas europeias quanto os índices futuros de Nova York estão mistos, enquanto as asiáticas fecharam em alta.

Power BI para Investidores

No Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal. A paralisação, determinada pelo ministro Marco Aurélio Mello, vale até o plenário do STF definir se o depoimento deve ser feito pessoalmente ou por escrito.

Outro destaque é a informação de que a Polícia Federal está investigando indícios de que o governo do presidente Bolsonaro teria financiado pessoas e páginas na internet para a propagação de atos antidemocráticos. Segundo O Globo, um relatório parcial da PF aponta pela primeira vez a relação destes atos com o Palácio do Planalto, e verifica se houve uso de recursos públicos.

No noticiário corporativo, a Petrobras anunciou o início da venda de mais um ativo, a empresa Araucária Nitrogenados (ANSA), no estado do Paraná. Além disso, a Aura Minerals anunciou o primeiro carregamento de ouro da mina Gold Road, localizada no Arizona, Estados Unidos. Já a Klabin informou que a Deloitte avaliou o valor de contrato de licença para uso de marca com a Sogemar, em R$ 1,046 bilhão.

1. Bolsas mundiais

As bolsas mundiais estão mistas nesta manhã, sem catalisadores para incentivar um movimento de compra nos mercados, enquanto investidores acompanham o aumento dos casos de coronavírus na Europa.

Os casos de Covid-19 já passaram de 30 milhões em todo o mundo, resultando em 946 mil mortes. Ontem, a Organização Mundial de Saúde alertou sobre o surgimento de uma situação séria na Europa, conforme o número de casos cresce no continente, levando a novos fechamentos de atividades em algumas regiões.

Na Europa, o índice Euro Stoxx cai 0,06%. O FTSE MIB, da Itália, recua 0,28%, enquanto o CAC, de Paris, cai 0,28%, e o FTSE 100, de Londres, perde 0,15%. Ao mesmo tempo, o DAX, da Alemanha, avança 0,08%.

Depois de um dia de queda nas cotações das gigantes de tecnologia nos Estados Unidos, os índices futuros de Nova York estão mistos. Os futuros do S&P 500 sobem 0,10% e os do Nasdaq sobem 0,49%. Os futuros da Dow Jones vão no sentido contrário, com ligeira queda de 0,54%

Nos Estados Unidos, os investidores aguardam um alinhamento entre republicanos e democratas sobre o tamanho do novo pacote de auxílio à economia. Neste mês, a Amazon, a Microsoft, o Facebook e a Apple tiveram quedas de pelo menos 10% nos preços das suas ações.

Na Ásia, os mercados fecharam no positivo, liderados pela China, onde o Shangai SE subiu 2,07%. No Japão, o Nikkei 225 fechou em alta de 0,18%, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,47%. O índice Kospi, da Coreia do Sul, fechou em alta de 0,26%.

O mercado de minério de ferro mostra recuperação, com alta de 1,58% nos futuros negociados na bolsa de Dalian fecharam a 803.000 iuanes.

*Veja o desempenho dos mercados, às 7h10 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,10%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,49%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,54%

Europa

*Dax (Alemanha), +0,16%
*FTSE 100 (Reino Unido), -0,13%
*CAC 40 (França), -0,16%
*FTSE MIB (Itália), -0,24%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), +0,18% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,47% (fechado)
*Shanghai SE (China), +2,07% (fechado)

*Petróleo WTI, +0,22%, a US$ 41,06 o barril
*Petróleo Brent,+0,32%, a US$ 43,44 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 1,58%, cotados a 803.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 118,82 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,75758

*Bitcoin, US$ 10.960,34 +0,73%

2. Agenda

Em um dia de agenda esvaziada no Brasil e no exterior, o mercado acompanha hoje a divulgação da segunda prévia do IGP-M de setembro. O Índice Geral de Preços-Mercado passou a subir 4,57% na segunda prévia de setembro, de uma alta de 2,34% no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. A estimativa, segundo consenso Bloomberg, era de alta de 4,15%.

Nos EUA, serão divulgados, às 11h, os índices antecedentes de agosto e os dados do sentimento de Universidade de Michigan de setembro.

Confira ainda o Radar InfoMoney, novo programa diário que resume, em poucos minutos, os fatos mais relevantes do noticiário econômico e político do Brasil e do mundo e os seus impactos no comportamento das ações e de outros ativos financeiros. O programa é transmitido ao meio-dia em ponto, de segunda a sexta-feira, pelo canal do InfoMoney no YouTube.

3. Suspensão do inquérito

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal. A paralisação, determinada pelo ministro Marco Aurélio Mello, vale até o plenário do STF definir se o depoimento deve ser feito pessoalmente ou por escrito, de acordo com O Estado de S.Paulo.

O relator do caso, Celso de Mello, está de licença médica até o dia 26 deste mês. Agora, o presidente do STF, Luiz Fux, vai definir quando o caso será avaliado pelo plenário. Segundo o jornal, a discussão deve ocorrer quando o relator tiver retomado as atividades.

Outro destaque é a informação de que a Polícia Federal está investigando indícios de que o governo do presidente Bolsonaro teria financiado pessoas e páginas na internet para a propagação de atos antidemocráticos.

Segundo O Globo, um relatório parcial da PF aponta pela primeira vez a relação destes atos com o Palácio do Planalto, e verifica se houve uso de recursos públicos. O relatório foi produzido no inquérito que tramita no STF sobre a realização de atos antidemocráticos.

Outro destaque é a notícia de que o governo publicou uma portaria com novas regras para avaliação e concessão do BPC (Benefício de Prestação Continuada), segundo a Folha de S.Paulo. A medida chamou atenção por ocorrer um dia depois de presidente anunciar que não permitirá cortes em auxílios para idosos e pessoas com deficiência.

4. Privatizações e desoneração

A respeito de privatizações, o presidente disse ontem que o Branco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Casa da Moeda não serão privatizados em seu governo. No entanto, em sua live semanal, ele disse que, tirando algumas exceções, o governo quer repassar a maioria dos serviços para a iniciativa privada.

Ele também reconheceu que existem dificuldades nos processos de privatização, mas destacou que o governo não está segurando as privatizações. Além disso, Bolsonaro disse que qualquer processo deste tipo “é demorado”.

Além disso, depois de vários adiamentos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) decidiu pautar o veto à desoneração da folha salarial para o próximo dia 30, mesmo sem acordo com o governo. De acordo com o Estado de S.Paulo, os líderes partidários do Congresso articulam mais uma derrota do Planalto, ao prorrogar o benefício às empresas até o fim de 2021.

A equipe econômica é contra a prorrogação. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reuniu sua equipe de secretários e assessores especiais pelo segundo dia seguido, mas o tema discutido não foi divulgado.

Os investidores também acompanham a informação de que o Ministério da Infraestrutura e o BNDES anunciaram a definição de um cronograma para a concessão de 5.348 km de rodovias federais, que passam por 11 Estados. Segundo a Reuters, os estudos devem ser concluídos no terceiro trimestre de 2021, e os leilões começam em 2022, gerando R$ 30 bilhões em investimentos.

5. Radar corporativo

No noticiário corporativo, a Petrobras anunciou o início da venda de mais um ativo, a empresa Araucária Nitrogenados (ANSA), no estado do Paraná. Além disso, a Aura Minerals anunciou o primeiro carregamento de ouro da mina Gold Road, localizada no Arizona, Estados Unidos. Já a Klabin informou que a Deloitte avaliou o valor de contrato de licença para uso de marca com a Sogemar, em R$ 1,046 bilhão.

Outros destaques foram os anúncios de distribuição de proventos feitos pela Telefônica Brasil, Lojas Renner, Raia Drogasil e Copasa.

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