sexta-feira, maio 7

Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

SÃO PAULO – A sessão desta quarta-feira (5) promete ser movimentada em meio à agenda econômica e de resultados cheia. Os índices futuros americanos e as bolsas europeias registram ganhos após a forte queda da véspera enquanto aguardam a divulgação dos dados de criação de emprego do setor privado nos EUA pelo ADP, antecedendo a divulgação do Relatório de Emprego.

Por aqui, o segundo dia da CPI da Covid, a expectativa pela decisão do Copom, que deve elevar a Selic, taxa básica de juros, em 0,75 ponto percentual, e a repercussão dos resultados, com destaque para o Bradesco, chamam a atenção, além da divulgação dos dados da produção industrial. Confira no que ficar de olho:

1.Bolsas mundiais

Os índices futuros americanos têm altas nesta quarta-feira (5), após uma sessão marcada por fraqueza em ações do setor de tecnologia. O movimento é acompanhado na Europa, onde as bolsas têm tendência de alta. Na Ásia, os mercados têm desempenhos fracos, acompanhando a queda nos Estados Unidos na terça.

Na terça, investidores deixaram ações do setor de tecnologia e aquelas com expectativa de maior crescimento, fazendo com que o índice Nasdaq caísse 1,9%. As ações da Netflix recuaram 1,2%, e as da Microsoft, 1,6%. As ações de Amazon e Facebook perderam 2,2% e 1,3%, respectivamente. Enquanto que as da Apple caíram 3,5%, e as da Alphabet, dona do Google, caíram 1,6%.

Assim, o índice S&P 500 perdeu 0,7%, zerando os ganhos da segunda-feira. O Dow Jones chegou a perder 300 pontos na terça, mas fechou o dia com alta de 20 pontos.

Entre os temores estão a alta da inflação, a preocupação de que o Federal Reserve pode ter que reduzir o estímulo monetário mais cedo do que sinalizou, e a perspectiva de altas dos impostos nos próximos meses.

Na terça, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yelen, afirmou que as taxas de juros podem ter que subir para impedir que a economia superaqueça, em parte devido a trilhões de dólares em estímulos inseridos pelo governo na economia do país.

Entre as empresas que devem divulgar seus resultados nesta quarta estão General Motors, Hilton Worldwide, Allstate e Etsy. Também serão divulgados dados sobre empregos no setor privado dos Estados Unidos.

Na Ásia, mercados importantes da China continental e do Japão continuam fechados pelos feriados. Mercados da Coreia do Sul também fecharam nesta quarta.

Os mercados que continuam abertos adotaram uma postura defensiva, seguindo a terça-feira fraca nos Estados Unidos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 0,49%. O banco central da Índia anunciou medidas para impulsionar empréstimos no país, cuja economia vem sendo fortemente atingida pela pandemia. O índice Nifty sobe 0,69%.

Na Europa, as ações têm tendência de alta, conforme investidores digerem a divulgação de dados corporativos e econômicos da Zona do Euro. O índice Eurostoxx sobe 1,6%, com o setor de recursos básicos subindo 2%, liderando os ganhos. Todos os setores têm altas, exceto o automobilístico.

Na terça, os índices europeus tiveram em sua maioria quedas. O setor de tecnologia recuou 3,8%, seguindo o ritmo de ações do tipo ao redor do mundo. Há temor de que os valores estejam excessivamente altos, e de que a reabertura da economia prejudique o setor, que vem sendo beneficiado pelas medidas de restrição de mobilidade.

Na agenda econômica, foi divulgado o PMI (índice do gerente de compras) Composto Markit relativo a abril na Zona do Euro, que marcou 53,8 pontos, acima da expectativa do mercado, de 53,7 pontos, e do patamar anterior, de 49,6 pontos. Qualquer valor acima de 50 indica expansão; abaixo, retração. O PMI do setor de Serviços relativo a abril na Zona do Euro marcou 50,5 pontos, acima da estimativa de 50,3 pontos e do patamar anterior, de 49,6 pontos.

Às 6h foi divulgado o índice de preços ao produtor na Zona do Euro relativo a março, que subiu 4,3% na comparação anual, acima da projeção de 4,2% e do patamar anterior, de 1,5%.

Veja o desempenho dos principais indicadores às 7h30 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,38%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,51%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,3%
Europa
*Dax (Alemanha), +1,35%
*FTSE 100 (Reino Unido), +1,14%
*CAC 40 (França), +0,88%
*FTSE MIB (Itália), +1,31%
Ásia
*Nikkei (Japão), não abriu
*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,49% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), não abriu
*Shanghai SE (China), não abriu
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +1,37%, a US$ 66,59 o barril
*Petróleo Brent, +1,38% a US$ 69,83 o barril
*Bitcoin, -1,76%, a US$ 55.425,96
**A Bolsa de Dalian, onde se negociam contratos futuros de minério de ferro, não abriu por conta de feriado.

2. Agenda

No Brasil, atenção para os dados da produção industrial pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) às 9h de março, com expectativa de queda de 3,5% frente fevereiro, mas alta de 7,6% na comparação com março de 2020, segundo consenso Refinitiv. Às 10h, dado para o PMI de serviços de abril e, às 14h30, serão divulgados os dados de fluxo cambial.

O destaque da agenda fica para o Comitê de Política Monetária (Copom), que divulga a partir das 18h30 (horário de Brasília) a decisão de política monetária, com a expectativa de elevação da Selic em 0,75 ponto percentual, para 3,5% ao ano.

Após alguns meses mantendo uma mínima histórica de 2%, em março o Copom elevou a taxa para 2,75%, e, para maio, é esperada uma nova alta que fará com que a Selic fique em 3,5%. “A expectativa é que ocorram ainda duas altas de juros de 0,75%, em maio e junho, e dependendo do comportamento da inflação nos próximos meses, o BC possa reduzir o ritmo de alta de juros das próximas quatro reuniões seguintes para 0,50 ponto”, ressaltou Marcelo Neves, professor da Fipecafi.

Nos EUA, atenção para às 9h15 para a divulgação do relatório sobre criação de empregos no setor privado em abril pelo ADP, com a expectativa de criação de 810 mil vagas, segundo consenso Refinitiv. Às 10h45, será revelado o PMI de serviços e, às 11h, atenção para o ISM do setor; 11h30 serão divulgados os dados de estoque de petróleo semanal.

Às 10h30, Charles Evans, presidente do Fed de Chicago, realiza um discurso. Às 12h, Eric Rosengren, membro do Fomc (Comitê Federal do Mercado Aberto) do Fed dos Estados Unidos também fala. Às 13h, Loretta Mester, também do Fomc, realiza um discurso; às 16h, é a vez de Charles Evans, do Fed de Chicago.

3. Reforma tributária e em mudanças no Orçamento

O relator da reforma tributária em comissão mista do Congresso, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), iniciou na terça a leitura de seu parecer sobre a reestruturação do sistema de tributos e impostos, antes da apresentação de uma versão final do texto. O relator manteve a unificação de tributos federais, estaduais e municipais, com uma legislação única e nacional, e adotando o princípio do destino, em que a arrecadação de imposto ocorre no local onde o bem ou o serviço é consumido.

Mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou o encerramento da comissão mista da reforma tributária, atribuindo a decisão à recomendação de parecer técnico, que afirmou que a comissão mista havia ultrapassado o limite máximo de sessões que poderia ter, e por isso não poderia mais existir.

Lira, que vem declarando estar pessoalmente envolvido nas articulações da reforma, defende que a proposta seja votada por partes, iniciando pelos temas com maior facilidade de aprovação. Ele diz que pontos do parecer do relator serão aproveitados no relatório final.

Havia também expectativa que o Congresso votasse já na terça o projeto que readequa e suplementa o Orçamento de 2021 em mais de R$ 19,767 bilhões a despesas primárias obrigatórias reduzidas durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual para este ano. Para conseguirem analisar o projeto, parlamentares precisam, antes, votar vetos presidenciais que trancam a pauta. Mas o presidente do Legislativo, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), anunciou o cancelamento das sessões do Congresso Nacional previstas para a terça, diante da falta de acordo sobre os vetos.

Entre as dotações reduzidas e agora suplementadas estão benefícios previdenciários urbanos e rurais, o seguro desemprego, a FRGPS (Compensação ao Fundo do Regime Geral de Previdência Social), os BPC (Benefícios de Prestação Continuada) e da RMV (Renda Mensal Vitalícia), além de remuneração a agentes financeiros e subvenções econômicas no âmbito dos programas “Brasil, Nosso Propósito”, “Agropecuária Sustentável”, e “Inserção Econômica Internacional”.

Segundo o presidente do Congresso, os líderes de bancada devem se reunir novamente na quinta-feira na tentativa de chegar a um consenso e, a partir daí, será definida a próxima sessão de votações.

Além disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em audiência pública de um conjunto de comissões da Câmara dos Deputados na terça que o auxílio emergencial terá que ser substituído por um programa sustentável, que pode ser um Bolsa Família ou um Renda Brasil fortalecido. Ele defendeu que o valor fique acima dos R$ 170. “Mas talvez não sei se vamos chegar aos R$ 600”, disse.

Ele afirmou que o país pode fazer a escolha de lançar um programa de erradicação da pobreza de “quatro, cinco anos”, financiado com recursos da venda de empresas estatais. “Isso terá que ser um esforço conjunto, isso é um Congresso inteiro, uma PEC, é algo que nós temos que pensar juntos”, afirmou. Na audiência, o ministro também previu a queda do dólar. “É da vida isso, tenho certeza, o dólar sobe um pouco agora. Agora o superávit está muito forte, o dólar vai começar a cair, é da vida isso aí”, disse.

4. Ex-ministro da Saúde Mandetta fala à CPI da Covid

Na terça (4), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 2.361, queda de 15% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registradas 3.025 mortes.

As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h. A média móvel de novos casos em sete dias foi de 69.378, queda de 7% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 69.378 casos.

32.881.298 pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 15,53% da população. A segunda dose foi aplicada em 16.723.761 pessoas, ou 7,9% da população.
Na terça-feira, a CPI da Covid ouviu o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele foi nomeado para a pasta no início do governo e demitido pelo presidente Jair Bolsonaro no início de abril. Depois, foi substituído ainda pelo oncologista Nelson Teich, pelo general Eduardo Pazuello e pelo cardiologista Marcelo Queiroga, atualmente no cargo.

Ele afirmou que o governo federal tinha consciência de que indicava um remédio sem indicação científica ao apostar no uso da cloroquina contra a Covid-19 e o país sempre esteve “um passo atrás do vírus” ao não adotar medidas de restrição de locomoção.

Mandetta reafirmou que o país nunca fez uma política de lockdown e disse que quase todas as medidas adotadas foram, normalmente feitas “depois do leite derramado” ou seja, após a doença ter se espalhado.

Ele afirmou que o presidente Jair Bolsonaro tinha um grupo paralelo que o aconselhava, e que o alertou “sistematicamente” sobre a gravidade da pandemia de Covid-19 e sobre as consequências de se ignorar recomendações da ciência.

“Alertei sistematicamente, inclusive fazendo as projeções”, garantiu o ex-ministro durante depoimento à comissão. Uma delas estimava que a pandemia poderia resultar em 180 mil mortes ao final de 2020. “O presidente, no mais das vezes, ele compreendia, ele falava: ‘Então, vamos, vamos… Dê seguimento! (…) Mas passavam-se dois, três dias, e ele voltava para aquela situação de quem não havia, talvez, compreendido, acreditado, apostado naquela via.”

Exonerado do cargo por Bolsonaro em abril do ano passado, Mandetta disse ainda que sentia que o fato de levar informações negativas ao presidente fazia com que ele fosse visto como um mensageiro de notícias ruins, e creditou a esse fato parte do distanciamento entre os dois.

Também afirmou que o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, filho do presidente, esteve presente em reuniões de Bolsonaro com ministros. Também relatou que em uma delas viu esboço de decreto para incluir na bula da cloroquina, medicamento para malária e doenças autoimunes, a indicação para tratamento contra Covid-19.

“Quer dizer, ele tinha um assessoramento paralelo. Nesse dia, havia sobre a mesa, por exemplo, um papel não timbrado de um decreto presidencial para que fosse sugerido, daquela reunião, que se mudasse a bula da cloroquina na Anvisa, colocando na bula a indicação de cloroquina para coronavírus.”

De acordo com Mandetta, o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, também estava presente na reunião e disse que a mudança não poderia ser feita. Diante disso, de acordo com o relato do ex-ministro da Saúde, auxiliares de Bolsonaro afirmaram que se tratava apenas de uma “sugestão”.

Questionado na comissão sobre como foi trabalhar junto com o titular da Economia, Paulo Guedes, na crise sanitária, ele afirmou que havia um distanciamento da equipe econômica na gestão da pandemia. Após o comentário, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), anunciou que o Senado pode ouvir o próprio Guedes. Esse pedido terá de ser votado e aprovado pelos integrantes da comissão.

Segundo Mandetta, o “distanciamento” da equipe econômica era real. Mandetta disse que dialogava um pouco com o segundo escalão da Economia sobre algumas questões, mas que no âmbito de conversas entre ministros “havia telefonemas que não eram respondidos”. Mandetta afirmou que havia uma visão “de muito menor gravidade da pandemia” da parte de Guedes.

Segundo o ex-ministro, Guedes dizia que o PIB ano passado só iria cair 0,5 ponto porcentual, de 2,5% para 2% ao final, a economia brasileira encolheu 4,1% em 2020.

O ex-ministro disse que a ideia de que iria haver um “efeito de rebanho” em termos de imunidade acabou induzindo o governo federal a dar um auxílio de 600 reais por 3 a 4 meses, com a crença de que logo após esse período a doença se “desfaria”. Além disso, a CPI da Covid remarcou o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello para 19 de maio, depois de o general informar que teve contato com dois servidores que tiveram resultado positivo para a doença. Pazuello deveria ser ouvido nesta quarta-feira pelos senadores.

Em comunicação enviada à comissão, o ex-ministro propôs ser ouvido remotamente ou o adiamento de seu depoimento. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), optou pelo adiamento para que Pazuello seja ouvido presencialmente. A CPI da Covid receberá hoje o ex-ministro da Saúde Nelson Teich.

5. Radar corporativo

A temporada de resultados segue sendo destaque. Nesta data, antes da abertura do mercado, será divulgado o balanço da Gerdau. Após o fechamento, atenção para os números da AES, Braskem, BR Properties, Pão de Açúcar, Copel, Engie, Quero-Quero, Taesa, Tenda, TIM e Totvs.

Na noite de ontem, o Bradesco divulgou ter registrado um lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no primeiro trimestre de 2021, uma queda de 4,2% na comparação com o quarto trimestre de 2020, porém aumento de 73,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido contábil foi de R$ 6,15 bilhões. A média das projeções dos analistas do mercado financeiro para o lucro do banco era de R$ 6,02 bilhões, de acordo com dados compilados pela Refinitiv.

Já a Minerva registrou um lucro líquido de R$ 259,5 milhões no primeiro trimestre de 2021. O valor foi bem acima dos R$ 39 milhões esperados pelo mercado segundo dados compilados pela Refinitiv, mas ficou 4,3% abaixo do reportado no mesmo período do ano passado. Na comparação com o trimestre anterior o resultado dos três primeiros meses deste ano veio 127,4% melhor.

A bandeira de atacarejo Assaí, do grupo francês Casino, divulgou lucro líquido de R$ 240 milhões para o primeiro trimestre, mais do que o dobro em relação ao desempenho obtido no mesmo período do ano passado. O desempenho operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 44%, para R$ 640 milhões.

Já o Iguatemi mais que triplicou seu lucro do primeiro trimestre, uma vez que a forte redução das despesas financeiras e do volume de impostos compensou na última linha a piora operacional com novo fechamento dos shoppings devido à pandemia. A companhia anunciou seu lucro líquido de janeiro a março somou R$ 39,84 milhões, um salto de 220% em relação a igual etapa de 2020, quando o setor já havia sido afetado por um primeira onda de medidas de isolamento social que fecharam seus shoppings por meses.

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) registrou lucro líquido de R$ 219,787 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 36,7% sobre o mesmo intervalo do ano passado.

Fora da temporada de resultados, a plataforma de comércio eletrônico B2W informou que fechou acordo com a plataforma OOOOO, especializada em live commerce, que usa streaming de lives para alavancar vendas. O acordo prevê o lançamento de um aplicativo de social commerce ainda neste mês e a opção de formar uma joint-venture mais adiante.

Segundo a B2W, a OOOOO tem o aplicativo de compras mais baixado da Inglaterra nos últimos meses e usa o conceito de ‘entertainment first, shopping later’ (diversão primeiro, depois as compras, em tradução livre).

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