quinta-feira, abril 8

Onda de emissões de títulos da América Latina ganha força

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(Bloomberg) – A emissão de títulos internacionais da América Latina mostra o ritmo mais rápido desde 2017, e não há desaceleração à vista, já que os emissores se apressam para garantir as taxas de juros atuais antes que subam muito.

“Vamos começar a ver uma melhora substancial das emissões”, disse Max Volkov, responsável por mercado de capital de dívida para América Latina no Bank of America. “Abril e maio devem ser mais movimentados este ano do que nos anos anteriores, devido ao fato de que as taxas de juros estão subindo”, disse em entrevista.

Governos e empresas tomaram emprestado cerca de US$ 50,4 bilhões este ano, excluindo emissões locais, segundo dados compilados pela Bloomberg. É o maior volume desde 2017, quando captaram US$ 57,2 bilhões no mesmo período.

O México voltou ao mercado de títulos em dólares na terça-feira pela segunda vez este ano e captou US$ 2,5 bilhões em dívidas de 20 anos. A emissão abre portas para outros emissores da região, disse Volkov.

O Bank of America – o quinto maior subscritor de títulos internacionais da América Latina este ano – participou da emissão do México.

Após um rápido início de ano, o volume de títulos latino-americanos do mês passado foi reduzido pela volatilidade dos juros, que desde então caíram. Os emissores que optaram por evitar março se preparam para ofertas em abril e maio, disse Volkov.

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Chile, Peru e Panamá estão entre os países com grau de investimento que podem vender títulos, de acordo com Jake Gearhart, do Deutsche Bank. O Chile emitiu um título de sustentabilidade Formosa de US$ 1,5 bilhão com vencimento em 2053 na semana passada.

“Vão acelerar planos de emissão adicionais no segundo trimestre?” Gearhart disse em entrevista na quarta-feira, em referência a emissores latino-americanos. “Há muitos bons motivos para tentar isso se você realmente acredita que os juros estão subindo. Em nossa opinião, muitos emissores e investidores estão convencidos disso.”

Outros tipos de emissores da região podem seguir o exemplo.

“Com soberanos abrindo as portas para novas emissões, começaremos a ver empresas e instituições financeiras em seguida”, disse Volkov.

O mercado primário também é receptivo a emissores com classificação logo abaixo do grau de investimento, até mesmo os de primeira viagem. O Deutsche Bank tem “um punhado” de operações de alto rendimento em andamento, acrescentou Gearhart.

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