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O céu (não) é o limite | Pedaço de foguete cairá na Terra, morre Michael Collins

Todo sábado, o Canaltech resume as principais notícias espaciais da última semana, mantendo bem informados todos que não tiveram o tempo que gostariam para acompanhar o noticiário dos últimos dias. Nesta semana, tem uma polêmica enorme no ar: a queda descontrolada do estágio superior de um foguete chinês, que deve acontecer entre a noite deste sábado (8) e a manhã de domingo (9).

Mas sem mais spoilers, vamos ao “resumão” da semana logo abaixo!

Estágio de foguete caindo na Terra

Estágio superior do foguete Long March 5B fotografado pelo Virtual Telescope (Imagem: Reprodução/Gianluca Masi/The Virtual Telescope Project)

Após o lançamento do módulo central da próxima estação espacial chinesa, que será montada em órbita, aconteceu um problema: o estágio superior do foguete Long March 5B acabou se mantendo em órbita, saindo do controle. Assim, ele vem sendo gradativamente atraído pela gravidade terrestre, até que caia na superfície.


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Muito sensacionalismo vem sendo praticado pela mídia quanto a isso, mas a gente explica a verdade em poucas palavras: apesar de ainda não se ter um cálculo exato de horário e localização da queda, a maior probabilidade é a de que isso aconteça no oceano — possivelmente o oceano Pacífico, segundo informações mais recentes. Isso caso algum detrito do estágio sobreviva à queima da reentrada na atmosfera, pois há chances de o objeto se queimar completamente enquanto cai, inclusive.

Mais informações sobre isso você encontra aqui.

Morre o astronauta Michael Collins, da Apollo 11

 

Morreu, aos 90 anos, o astronauta Michael Collins, que entrou para a história com sua participação como piloto do módulo de comando e serviço da missão Apollo 11, em julho de 1969. Enquanto Neil Armstrong e Buzz Aldrin desceram à superfície e se tornaram os primeiros homens a pisarem na Lua, Collins permaneceu em órbita, pilotando o módulo de comando. Por essa razão, ele ganhou o apelido de “astronauta esquecido” — mas de esquecido seu legado não tem nada.

Saiba mais sobre o ex-astronauta, clique aqui.

Sonda Parker Solar Probe quebra recorde de velocidade e distância

(Imagem: Reprodução/NASA)

A Parker Solar Probe acaba de reforçar sua fama de nave mais rápida já lançada pela humanidade. É que ela recentemente “tocou” a atmosfera mais externa do Sol, quebrando o próprio recorde de distância e de velocidade. A sonda chegou a apenas 10,4 milhões de km de distância da superfície solar, viajando à velocidade de 532 mil km/h.

Para saber mais sobre a missão da Parker, é só clicar aqui.

Ingenuity voa pela 5ª vez e pousa lá longe

 

Nos outros quatro voos realizados pelo helicóptero Ingenuity em Marte, ele subiu, deu uma “dançadinha” no ar e depois voltou à posição original. Agora, neste quinto voo bem sucedido, ele alcançou altitude de 10 metros e acabou fazendo uma viagem só de ida — ou seja, não voltou ao local de origem —, pousando 129 metros mais adiante.

Este voo representa, na prática, a transição da nova fase da missão do Ingenuity, que segue demonstrando sua capacidade de voar em outro planeta. Nesta nova fase, o helicóptero vai fazer observações aéreas de regiões inacessíveis por um rover, além de outros testes que, certamente, tornarão as futuras missões exploratórias de Marte muito mais avançadas do que já são.

Aqui, você encontra mais informações sobre a nova fase do Ingenuity.

NASA quer levar sonda 10 vezes mais longe do que as Voyager

Representação das distâncias que a Interestellar Probe irá percorrer (Imagem: Reprodução/Johns Hopkins APL)

As sondas Voyager 1 e 2 já atingiram o espaço interestelar, mas a NASA quer ir ainda mais longe. A agência espacial está trabalhando no projeto da sonda Interstellar Probe, capaz de ir além das antecessoras, viajando quase dez vezes mais longe de onde as Voyager estão hoje.

A ideia da missão é obter ainda mais conhecimentos sobre os limites da heliosfera e além — lembrando que a heliosfera é a região onde há influência solar. Afinal, as Voyager foram lançadas no final dos anos 1970 e, obviamente, uma sonda lançada para lá hoje em dia carregará instrumentos científicos muito mais modernos e capazes. E o mais legal é que a Interstellar Probe pode ser lançada já no início da década de 2030, levando apenas quinze anos para chegar ao limite da heliosfera.

Saiba mais sobre os objetivos da missão; clique aqui.

Empresas internacionais fecham acordo para lançamentos em Alcântara

(Imagem: Reprodução/Agência Espacial Brasileira)

Enfim, conhecemos o nome de quatro empresas que já firmaram acordos para usarem o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão, em lançamentos orbitais. São elas: Hyperion, Orion AST e Virgin Orbit, dos Estados Unidos, além da canadense C6 Launch.

Agora, os acordos evoluem para as fases contratuais, até que as empresas sejam autorizadas, enfim, a fazer seus lançamentos na base brasileira. Os primeiros lançamentos podem acontecer entre o fim de 2021 e o início de 2022 e, ao menos inicialmente, o foco das atividades comerciais em Alcântara deve ser o lançamento de nanossatélites.

Clicando aqui, você lê mais a respeito.

Evidências de fungos em Marte?

Formações esféricas apareceram no terreno marciano (à esquerda). A foto da direita mostra a mesma região com uma maior quantidade das mesmas formações, mostrando uma aparente evolução (Imagem: Reprodução/Rhawn Gabriel Joseph)

Já aconteceu antes, e está acontecendo de novo: analisando imagens da paisagem marciana, obtidas por sondas orbitais e rovers na superfície, cientistas alegam terem encontrado evidências de formas de vida por lá. A polêmica da vez envolve formações que lembram fungos, e a parte mais curiosa é que uma imagem mostra uma quantidade “x” dessas formações, e outra imagem do mesmo local, mas tirada um tempo depois, mostra uma maior quantidade daquelas formações, sendo que algumas que apareciam pequenas na foto anterior, surgem maiores na foto mais recente.

A equipe de cientista por trás do estudo, que levanta a possibilidade de se tratarem de fungos, propõe que essas supostas formas de vida marciana teriam evoluído e se adaptado às baixas temperaturas e à baixa quantidade de oxigênio do planeta, bem como ao alto nível de radiação.

Mas colocações como essas exigem muita cautela (e muita análise científica) para se bater qualquer martelo, pois tudo pode ser, mais uma vez, fruto da pareidolia — fenômeno causado por um mecanismo cerebral em que as pessoas reconhecem padrões e os associam a coisas conhecidas, como no caso de enxergarmos nuvens em formato de objetos e animais, por exemplo, ou itens domésticos que parecem ter uma “carinha”.

O estudo dos cientistas não permite concluir que, de fato, aquelas formações sejam formas de vida, e os próprios autores alertam que semelhanças em morfologia não são provas de existência de vida. Ainda assim, tudo isso será bastante investigado até se descobrir do que se tratam aquelas formações curiosas.

Entenda melhor essa história; clique aqui.

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