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Nvidia não descarta fabricar processadores mobile da ARM

A compra da ARM pela Nvidia caiu como uma bomba no mercado de tecnologia. A fabricante de placas de vídeo, muito em evidência pelo lançamento das novas e poderosas GeForce RTX 3000, deu um grande passo para adentrar no universo dos processadores mobile e, com isso, colocou uma pulga atrás da orelha de boa parte dos analistas, que estão se perguntando: e agora?

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Em entrevista por videoconferência, Jensen Huang, CEO da Nvidia, foi questionado por alguns jornalistas sobre como seria a fusão com a ARM e se haveria a possibilidade de a fabricante ter processadores móveis com a sua assinatura. Quando questionado por Timothy Prickett MOrgan, da TheNextPlatform, se a fusão seria parecida com o Neoverse e se faria uma CPU Nvidia para um data center, além de um chip topo de linha, Huang respondeu:

“Bem, em primeiro lugar, você fez uma observação incrível, que todas as três opções são possíveis. Portanto, agora, com nosso suporte e o apoio ARM, poderemos construir CPUs paraservidores. Agora, algumas pessoas gostariam de licenciar os núcleos e construir uma CPU elas mesmas. Algumas pessoas podem decidir licenciar os núcleos e nos pedir para construir essas CPUs ou modificar as nossas”, disse Huang em tom ainda incerto.


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Jensen Huang, CEO da Nvidia, cogita fazer CPUs com a ARM/ (Imagem: Divulgação/ Hillel Steinberg/ Flickr)

A Nvidia já constrói alguns processadores baseados em ARM para soluções de baixo consumo de energia, mas ter acesso ao talento de engenharia da ARM sem dúvida acelerará o processo de design de chips personalizados de data center da Nvidia. A empresa também terá controle geral do ISA, e não está claro se ela seria obrigada a compartilhar todas as futuras inovações da arquitetura ARM com licenciados ARM.

“Teremos toda a rede de parceiros da ARM que pode assumir as arquiteturas que criarmos e, dependendo do que for melhor para eles, licenciar o núcleo, ter um chip semicustomizado feito ou ter um chip que fizemos, qualquer uma dessas opções estão disponíveis. Qualquer uma dessas opções está disponível, estamos abertos para negócios e gostaríamos que o ecossistema seja o mais rico possível, com o máximo de opções”, disse Huang.

A Nvidia também poderia conduzir otimizações específicas de GPU como coerência de memória CPU/GPU na arquitetura ARM, o que incentivaria outros fabricantes de chips a usar GPUs da Nvidia em suas soluções. Essa abordagem pode ajudar a solidificar a posição da Nvidia como o principal fornecedor de soluções de inteligência artificial no data center.

Por mais que o CEO da Nvidia tenha cogitado essa possibilidade, o negócio da aquisição da ARM precisa ser concluído oficialmente. Conforme noticiamos aqui no Canaltech, a fusão deve ocorrer em até 18 meses, após aprovação regulatória nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, União Europeia e China. Depois disso, quem sabe, possamos ver a entrada da gigante das placas dentro do mercado mobile ou de data center.

Leia a matéria no Canaltech.

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