sábado, março 6

Ministério da Saúde anuncia acordo com vacina da Moderna; 1º lote chega em julho

Nesta sexta-feira (5), o Ministério da Saúde confirmou que está trabalhando em um acordo com a farmacêutica norte-americana Moderna para o fornecimento de 13 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), a partir de julho deste ano. Antes do anúncio, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, se reuniu com representantes do laboratório.

“A confirmação dessas informações, agora, entre outros dados nos ajudam a ter segurança para acelerarmos a assinatura do contrato que queremos para agilizar e fortalecer a nossa ação de imunização de todos os brasileiros contra a COVID-19”, afirmou o secretário Franco, após a reunião com a Moderna. Segundo Franco, o Ministério da Saúde está “praticamente na fase final das negociações” e, agora, trabalha na preparação da minuta e de mais alguns detalhes administrativos que envolvem o entendimento.

Ministério da Saúde trabalha na compra de doses da vacina da Moderna contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/ Alena Shekhovtcova/ Pexels)

Planos da vacina da Moderna no Brasil

Se o cronograma seguir conforme o divulgado, o Brasil receberá até o final de julho o primeiro lote da vacina contra a COVID-19, contendo um milhão de doses da vacina da Moderna. Outros lotes com essa mesma quantidade devem ser entregues até os dias 31 de agosto e 31 de setembro. Ainda no contrato, entre outubro e dezembro, seriam enviados mais 10 milhões de doses da substância ao país em diferentes cargas.


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Vale lembrar que a fórmula da Moderna adota um RNA mensageiro (mRNA), de forma similar ao imunizante da Pfizer/BioNTech, para a produção de proteínas virais do coronavírus no corpo humano, depois de duas doses. A pesquisa também contou com a parceria do National Institutes of Health (NIH), o maior centro de pesquisa biomédico dos Estados Unidos.

Já aprovado para uso nos Estados Unidos e na União Europeia, o imunizante alcançou uma taxa de eficácia de 94,5% contra o coronavírus em seus estudos de Fase 3. Como já está em uso em outros países, a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ser acelerada. Além disso, as doses podem ser armazenadas em temperaturas de -20 °C.

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