quinta-feira, março 4

Microsoft Mesh é a nova aposta da empresa para realidade mista e holografia

O Microsoft Mesh é a nova plataforma de realidade mista da gigante de tecnologia. A empresa apresentou, nesta terça-feira (2), a novidade durante o Ignite, evento digital com foco em serviços.

A ideia foi apresentada pelo representante técnico da Microsoft, Alex Kipman, que “apareceu” na conferência por um processo que a gigante chama de holoportação. Trata-se de uma tecnologia semelhante a de filmes espaciais como Star Wars, em que duas pessoas se conversam mediadas por um holograma.

Entretanto, é preciso ter calma, ainda não chegamos às tecnologias dos filmes de George Lucas. A holografia da apresentação do Microsoft Mesh foi uma representação de onde a companhia quer chegar e menos sobre estado atual da plataforma.


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Atualmente, para o público geral, o Mesh é uma plataforma de realidade mista criada na infraestrutura de nuvem Azure, que vai permitir a desenvolvedores criarem ferramentas para trabalhos colaborativos a distância. O objetivo é que pessoas em lugares diferentes possam ter a sensação de compartilhar um espaço, mesmo sem estar efetivamente no mesmo lugar.

“A plataforma Microsoft Mesh oferecerá nos próximos meses aos desenvolvedores um conjunto completo de ferramentas baseadas em IA para avatares, gerenciamento de sessão, renderização espacial, sincronização entre múltiplos usuários e holoportação para construir soluções colaborativas em realidade mista, disse a empresa”, explica a companhia.

Para isso, será preciso um hardware compatível com realidade mista. A Microsoft vem, há tempos, trabalhando no HoloLens, seu headset exatamente com estas configurações. O aparelho foi apresentado inicialmente como a proposta da companhia para uso em games, mas ficou renegado apenas ao campo de pesquisa. Ele não é vendido mundialmente ao público final com facilidade.

Além do HoloLens 2 (o aparelho já está em sua segunda versão), a Microsoft quer que as pessoas usem o Mesh em seus smartphones, tablets, PCs e outros headsets de realidade virtual. Um dos exemplos apresentados de aplicação do Mesh está no trabalho da OceanX, um laboratório dentro de um navio que compartilha estudos com pesquisadores também em terra.

Foto do trabalho na OceanX (Foto: Divulgação/Microsoft)

“O objetivo é permitir que qualquer pesquisador com um HoloLens 2 ou outro dispositivo compatível, usando o Microsoft Mesh, apareça ao redor de uma mesa como um avatar e aponte para uma área específica do fundo do mar holográfico, sobre a qual ele possa ter dúvidas e conversar em tempo real com outros cientistas sobre o que estão vendo”, conta a Microsoft em comunicado. A tecnologia ainda é bem específica em caráter de testes do espaço.

O que existe de fato? 

Se a apresentação holográfica do Mesh foi apenas uma prova do futuro sobre a ideia da Microsoft, o que então há de efetivo por enquanto? A Microsoft disponibilizou duas aplicações relacionadas à novidade.

A primeira é efetivamente o app do Mesh para HoloLens. De modo simples, ele permite que pessoas criem salas virtuais para que grupos possam colaborar entre si remotamente. Por ora, apenas é possível aparecer para outra pessoa na sala por meio de um avatar e não com uma representação fiel como a Microsoft almeja.

O outro app é uma atualização do programa AltspaceVR, com foco em aparelhos de realidade virtual e que permite a criação de reuniões remotamente “com recursos de segurança de nível empresarial, incluindo logins seguros, gerenciamento de sessão e conformidade de privacidade”.

Para sair do estágio atual de avatares, apps e o mundo das ideias, a Microsoft vai contar com a comunidade para ajudar a criar programas e soluções. Contudo, nem mesmo a empresa sabe quando a holografia realmente vai ser acessível.

Até mesmo a empresa informa que isso é só uma promessa, sem expectativa de quando possa vir a se tornar completamente real. Ou seja, o mundo de Star Wars ainda vai ter que esperar mais um pouquinho.

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