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Lucro contábil do IRB tem alta de 44,9% no 1º trimestre de 2021, a R$ 50,8 milhões

IRB Brasil

O IRB Brasil (IRBR3) registrou lucro líquido contábil de R$ 50,8 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 44,9% frente os R$ 35,1 milhões verificados em igual período de 2020.

Quando excluídos os efeitos não recorrentes a companhia apresentou lucro líquido recorrente de R$ 80,5 milhões, frente a perdas de R$ 75,2 milhões no mesmo período de 2020. A resseguradora teve lucro operacional de R$ 92,6 milhões, alta de 6,4% na base anual.

Já a receita operacional líquida da empresa no primeiro trimestre de 2021 alcançou R$ 1,77 bilhão, alta de 2,9% ante R$ 1,72 bilhão um ano antes.

De acordo com a companhia, os números positivos são atribuídos principalmente à melhora do índice de sinistralidade, em consequência da estratégia de re-underwriting (ou subscrição, procedimento para avaliar se aceitam ou recusam determinados riscos para fins de resseguros ou seguros) adotada desde julho de 2020.

No primeiro trimestre, a sinistralidade apresentou redução de 4,4 pontos percentuais, ante ao mesmo trimestre do ano anterior, passando de 76,5% para 72,1%. Excluindo os efeitos dos negócios descontinuados, a sinistralidade do trimestre ficaria em 69,6%, redução de 6,9 pontos.

A companhia registrou, no trimestre, resultado de subscrição positivo em R$ 74,2 milhões, 57% maior que o verificado no mesmo período de 2020. “Nota-se que a performance positiva, tanto no exterior como no Brasil, não ocorria desde o início dos ajustes promovidos pela atual direção”, aponta a empresa. Ao excluir o efeito dos negócios descontinuados do período, a companhia teria apresentado um resultado de subscrição positivo em R$ 93,3 milhões no trimestre.

“Mantivemos a revisão do nosso portfólio e nossos objetivos estratégicos. Nesse contexto, privilegiamos os negócios locais em detrimento aos do exterior, aonde fomos mais seletivos e restritivos. Além do lucro líquido e da melhora no resultado de subscrição, é importante destacar o fim da fiscalização especial da Susep e o cumprimento do plano de liquidez regulatória”, afirma o CEO e vice-presidente Técnico e de Operações, Wilson Toneto.

Werner Süffert, vice-presidente Financeiro e de Relação com Investidores, apontou a melhora no fluxo de caixa: “A companhia pelo terceiro trimestre consecutivo apresentou uma geração de caixa operacional positiva em R$ 551 milhões. Desconsiderando o recebimento do acordo de ressarcimento com a Eletronorte de R$ 358 milhões, a geração de caixa no trimestre foi de R$ 176 milhões”.

No primeiro trimestre de 2021, o volume total de prêmios emitidos totalizou R$ 1,9 bilhão. A emissão no Brasil somou R$ 1 bilhão, o que representou um aumento de 18,6% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Já no exterior, o faturamento totalizou R$ 886,1 milhões com redução de 20,6% em relação ao 1T20, em linha com a estratégia de re-underwriting. No total, o prêmio foi menor em 3,3% em relação ao mesmo período de 2020.

A companhia afirmou que apresentou excesso de capital regulatório de R$ 1,4 bilhão, o que equivale a um índice de solvência regulatória de 181% (patrimônio líquido ajustado / capital de risco total), ao mesmo tempo em que o índice de solvência total da empresa foi ao patamar de 254% (patrimônio líquido / capital de risco total).

O IRB teve suficiência na liquidez regulatória de R$ 160,4 milhões, próximo ao nível observado ao final de 2020. Excluindo-se a margem adicional de 20% sobre o capital de risco, a companhia registrou no primeiro trimestre suficiência de ativos elegíveis para garantia das provisões técnicas de R$ 505,2 milhões. Os índices se mantiveram positivos no trimestre e mostraram reversão da insuficiência observada ao longo de 2020.

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