quinta-feira, abril 8

LG confirma fechamento de fábrica em Taubaté/SP e transfere produção para Manaus

Na esteira do fechamento global da divisão de smartphones, a LG do Brasil, que encerrou a produção desses aparelhos no Brasil, anunciou que outros itens feitos em sua fábrica de Taubaté, no interior de São Paulo, terão sua fabricação transferida para outra planta da empresa, localizada em Manaus. Com isso, a fábrica paulista será fechada, resultando na demissão de, ao menos, 700 funcionários, muitos deles terceirizados.

Presente em Taubaté desde 1997, a LG fabrica, além dos smartphones, produtos como televisores, notebooks e monitores. Com o encerramento global da fabricação de celulares, a empresa resolveu se readequar aqui no país e vai enviar a produção desses aparelhos para Manaus, onde já fabrica itens de linha branca.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a LG, em reunião, alegou que está transferindo a fabricação dos produtos para Manaus, pois lá há mais incentivos fiscais. Foi citado, inclusive, que o governador João Dória (PSDB) se mostrou irredutível quanto à redução do ICMS em São Paulo, algo que certamente influenciou na decisão dos sul-coreanos.


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TVs da LG fazem sucesso no Brasil. Produção, agora, será em Manaus/ Imagem: LG

“Em virtude dessa decisão [fim da divisão de celulares], a empresa também fará a transferência da produção de notebooks, monitores e all in one para sua unidade de Manaus, de modo que fortaleceremos nossa competitividade comercial em TV / PCs / monitores, com foco na fábrica existente de Manaus e continuaremos a expandir com profissionais de vendas e serviços relacionados”, disse a LG em comunicado.

A planta da LG em Taubaté tem pouco mais de mil funcionários. Com o fechamento da unidade, permanecerão apenas os empregados relacionados ao call center da companhia. Ela ainda afirma que as medidas relacionadas aos funcionários que serão desligados estão em negociação, como transferências, pagamentos e realocação no mercado.

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, alegou que a LG não procurou a administração paulista para tratar de questões tributárias e que, tampouco, estava ciente do encerramento das atividades da fábrica de Taubaté.

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