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Ibovespa futuro sobe com estímulo nos EUA, Brexit e vacinação na UE

O Ibovespa futuro, as bolsas europeias e os índices futuros dos Estados Unidos sobem em bloco nesta segunda-feira, 28, após o presidente Donald Trump dar sinal verde para o pacote de estímulos nos EUA após dias de indefinição. A aprovação de um esperado acordo pró-Brexit e o início da vacinação na União Europeia também contribuem para o otimismo nos mercados, que podem renovar as máximas nos últimos pregões do ano. Acompanhe a cobertura abaixo.

O principal índice da bolsa brasileira encerrou a última sessão antes do Natal aos 117.806 pontos, e está a uma alta de 1,5% de quebrar o recorde nominal registrado em janeiro. Às 9h18, o Ibovespa futuro opera em alta de 0,75%. 

No câmbio, o dólar abriu em baixa contra o real, depois de ter registrado forte alta no pregão anterior. Às 9h18, o dólar recuava 0,19%, a 5,1669 reais. Na última sessão, o dólar registrou alta de 0,70%, a 5,2002 reais na venda, maior valor desde 2 de dezembro (5,2422 reais).

A queda da moeda americana e a perspectiva de alta para o Ibovespa refletem o otimismo que marca a última semana do ano nos mercados internacionais depois que novas medidas de alívio econômico foram aprovadas nos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump assinou na noite de domingo, 27, o projeto de lei que prevê 892 bilhões de dólares em estímulos para a economia americana e que destina 1,4 trilhão de dólares para a continuidade do funcionamento de agências federais. Sem que isso ocorresse, havia o risco de um shutdown — uma espécie de apagão operacional — a partir desta segunda-feira, 28, em diversas agências federais. Com a notícia, os três principais índices futuros americanos operam em alta. 

“Dado o peso dos Estados Unidos para a economia global, a notícia aumenta as perspectivas de uma retomada da atividade econômica no mundo após um ano de perdas causadas pela pandemia”, afirma Victor Aguiar, especialista em ações da EXAME Research. 

A Covid-19 continua a preocupar, em especial após as recentes descobertas de novos focos de mutação do coronavírus na Europa. Ainda assim, os mercados seguem otimistas com o início da vacinação nos países da União Europeia — este domingo, países do bloco como Itália e Espanha começaram a vacinar sua população.

Por lá, os mercados também repercutem o acordo comercial entre Reino Unido e UE pós-Brexit, alcançado na véspera de Natal após o fechamento dos mercados. 

“O acordo é superficial, mas, de qualquer forma, é um fator de risco que acaba saindo do radar e contribui para um clima mais otimista nos mercados como um todo”, completa Aguiar. 

No cenário interno, o Banco Central divulgou o último boletim Focus de 2020, com as projeções de analistas de mercado para os principais indicadores da economia, como desempenho do PIB, taxa de câmbio e a taxa Selic.

As medianas do mercado apontaram uma contração de 4,40% do PIB este ano, com crescimento de 3,49% em 2021. Em linha com as novas sinalizações do Banco Central, houve também reajuste na expectativa da Selic para 2021 de 3% para 3,13%. E, segundo análise da Exame Research, há espaço para que as projeções continuem subindo.

Já a previsão do dólar sofreu um ajuste leve para o final deste ano: passou de 5,15 reais para 5,14 reais. Para 2021, a projeção do mercado foi mantida em 5 reais.

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