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Google estaria pedindo “tom positivo” em pesquisas sobre IA, aponta site

Uma nova matéria da Reuters aponta que o Google está pedindo para que seus pesquisadores deem um tom mais “positivo” a estudos relacionados a tecnologias de inteligência artificial.

A agência de notícias disse ter conversado com pesquisadores da empresa, além conseguir acesso a alguns dos e-mails enviados internamente. A recomendação é de que avaliadores de pesquisas consultem os departamentos jurídico, de políticas interna e relações públicas caso haja um assunto sensível nos resultados. Tais temas incluem análise facial, questões raciais, de gênero e direcionamentos políticos.

“Os avanços tecnológicos e a complexidade crescente do nosso ambiente externo estão cada vez mais levando a situações nas quais projetos aparentemente inofensivos levantam questões éticas, reputacionais, regulatórias e legais”, aponta documento a que a Reuters teve acesso.


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Segundo as fontes entrevistadas pela agência, e que pediram sigilo, a empresa também está pedindo que autores adotem um “tom positivo” para pesquisas relacionadas à inteligência artificial.

Em um dos projetos, um gerente sênior do Google avaliou o trabalho e recomendou que a pessoa tomasse “bastante cuidado para oferecer um tom positivo” nos resultados. Contudo, concluiu: “isso não quer dizer que nós devamos esconder quais são os reais desafios”.

Atualmente, a empresa enfrenta uma questão interna após a saída da pesquisadora de IA Timnit Gebru. Em 4 de dezembro, ela deixou a companhia acusando-a de ter sido forçada a isso após retaliação a um e-mail interno enviado a colegas em que criticava a postura da empresa. Gebru havia emitido um trabalho para parecer de seus pares na empresa. Após receber uma análise da sua pesquisa, ela recebeu uma recomendação de uma terceira pessoa para retirar seu artigo de publicação. A questão é delicada, pois a análise deveria ser anônima.

“Você não deveria nem saber quem contribuiu para o documento, quem escreveu a revisão, qual o precedimento seguinte, nada disso”, ela teria escrito no e-mail enviado para seus colegadas.

Depois da polêmica, o CEO do Google, Sundar Pichai, pediu desculpas sobre o caso e disse que a questão seria investigada internamente.

Até o momento o Google não se pronunciou sobre o assunto.

Leia a matéria no Canaltech.

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