quinta-feira, abril 8

Facebook se pronuncia sobre vazamento de 533 milhões e confirma “data scrapping”

Após dias de muita agonia e desespero por parte de seus usuários, o Facebook finalmente veio ao público clarificar algumas coisas a respeito do suposto vazamento que teria atingido mais de 533 milhões de usuários da plataforma. Conforme o próprio Canaltech especulou nesta última terça-feira (6), a rede social garante que a base oferecida pelo hacker em um fórum frequentado por cibercriminosos não é fruto de um novo incidente cibernético, mas sim de uma longa — e antiga — campanha de data scrapping.

Novamente, vale a pena reforçar o significado de tal termo. Ele pode ser traduzido em português como “raspagem de dados” e se refere à prática de empregar bots (robôs) para coletar dados que os próprios internautas, de forma consciente ou não, configuram como públicos. Não se trata exatamente de algo ilegal, mas podemos considerar um uso antiético e malicioso de ferramentas que foram desenvolvidas para usos benignos. No caso, tal campanha abusou de uma antiga função do Facebook para encontrar amigos.

“Acreditamos que os dados em questão foram extraídos dos perfis das pessoas no Facebook por agentes mal-intencionados usando nosso importador de contatos antes de setembro de 2019. Esse recurso foi projetado para ajudar as pessoas a encontrar facilmente seus amigos para se conectar em nossos serviços usando suas listas de contatos. Quando ficamos sabendo como os agentes mal-intencionados estavam usando esse recurso em 2019, fizemos alterações no importador de contatos”, explica a companhia.


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“A raspagem de dados usando recursos destinados a ajudar as pessoas é algo que viola os nossos termos. Temos equipes em toda a empresa trabalhando para detectar e impedir esses comportamentos. Estamos focados em proteger os dados das pessoas e trabalhando para remover esse conjunto de dados; continuaremos a perseguir agressivamente os agentes mal-intencionados que fazem mau uso de nossas ferramentas sempre que possível”, garantiu a plataforma social.

Claro, embora isso clarifique algumas coisas, tal explicação não resolve o problema em si — a base coletada continua sendo disseminada em fóruns e em grupos privados de mensageiros instantâneos. O Facebook relembra que os usuários podem (e devem) configurar seus perfis de forma a garantir uma segurança maior, escolhendo como terceiros podem encontrá-lo no serviço (através do email, do número do celular etc.), além de escolher quem tem o privilégio de visualizar determinadas informações.

Leia a matéria no Canaltech.

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