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Está caro viajar? Entenda quais são os culpados (e quando isso deve mudar)

Parece que todas as passagens aéreas estão mais caras? Não é só impressão, porque os preços subiram 56,8% nos últimos 12 meses – com a quarta maior inflação no período. E, acredite se quiser, o aumento não foi (apenas) para as companhias se recuperarem do prejuízo em tempos de pandemia: a querosene de avião (QAV) teve alta de 91,7% no segundo trimestre e pode até atrasar a recuperação do setor.

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Por que as passagens estão caras?

“Não temos uma questão única e sim diversas questões que fazem a passagem aérea encarecer. E tudo continuará mais caro até termos arrefecimento dos preços, com queda do dólar e do petróleo, além de as cadeias produtivas voltarem aos patamares normais, porque muitas quebraram devido à pandemia”, diz Thiago Nykiel, CEO da Infraway Engenharia, especialista nos setores de infraestrutura e aviação.

Não é de estranhar que passageiros tenham sentido no bolso a valorização da moeda norte-americana, já que que 51% dos custos do setor são indexados pelo dólar, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR). Mas a entidade também reforça que qualquer comparação com os preços do ano passado, quando o mercado teve os menores valores históricos em duas décadas, seria injusta.

Preços estão mais baixos que antes?

No último levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a tarifa média aérea doméstica do segundo trimestre de 2021 teve queda de 19,98% em comparação com o mesmo período de 2019 – os valores médios foram de 388,95 reais, contra 486,10 reais dos meses anteriores à pandemia. Para efeito de comparação, o estudo indica que as passagens chegaram a custar 376,29 durante o ano passado.

Quando tudo voltará ao normal?

Para quem sente falta de preços ainda mais atraentes, a solução deverá chegar apenas em 2023, já que o ano que vem ainda deverá ser complexo, com retomada dos trajetos internacionais e estabilização do mercado. Neste sentido, existem boas notícias, como a abertura das fronteiras dos Estados Unidos e de outros destinos importantes para os brasileiros – como a Argentina – para quem estiver imunizado.

“O mercado internacional ainda está sendo retomado e parte da rentabilidade das companhias aéreas vem justamente desses voos a outros países, que costumam ser mais caros. Por isso, é natural que os brasileiros paguem mais caro pelas passagens neste fim de ano, pelo menos enquanto as fronteiras não abrirem completamente. Está todo mundo querendo viajar e há demanda reprimida”, afirma Nykiel.

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