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Esquenta dos mercados: Falas de Roberto Campos Neto e Paulo Guedes devem movimentar a bolsa em dia de dados de inflação dos EUA

A semana começou bem para a bolsa brasileira. A trégua entre os poderes durou mais um dia e o Ibovespa conseguiu avançar quase 2% no último pregão. 

Mas os planos de um “céu de brigadeiro” para esse avião decolar podem ser frustrados por Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, que convocou o general Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras, para “dar explicações” sobre os preços da estatal. O convite foi feito sem maiores explicações, o que movimentou os papéis da estatal no exterior.

“Interferência política” e “incerteza” são duas palavras que espantam o investidor e a presença do general no plenário da Câmara será analisada de perto. O tempo fica ainda mais nebuloso com o investidor à espera das falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento do BTG.

No panorama internacional, as poucas nuvens que se formam no céu se devem à espera do índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês), dos Estados Unidos. Sem maiores indicadores pela frente, saiba o que pode movimentar a bolsa hoje:

De olho na Petrobras

A convocação do presidente da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna, no plenário da Câmara pegou em cheio os papéis da estatal no exterior. Os ADRs, que funcionam como ações na bolsa de Nova York, chegaram a recuar mais de 2% no pós-mercado e encerrou o dia em queda de 1,16%, aos US$ 10,19.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, usou sua conta no twitter para questionar a política de preços da estatal. De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina no país já passa de R$ 7 por litro. 

Toda instituição republicana ou poder só existem para servir ao país. Temos a obrigação neste momento de trabalhar em sintonia para acabar com a pandemia, diminuir o desemprego, solucionar os precatórios, que podem afetar os investimentos públicos.

— Arthur Lira (@ArthurLira_) September 10, 2021

Essa convocação de última hora pegou os investidores de surpresa. O mercado vê a interferência política na Petrobras de maneira ruim, o que pode fazer com que as ações da empresa caiam no pregão de hoje. No início do ano, a troca de Roberto Castelo Branco por Silva e Luna chegou a derrubar as ações da estatal.

Fique de olho hoje

Além de acompanhar de perto os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) durante o pregão desta terça-feira (14), o investidor deve ficar de olho nas falas do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no evento do BTG Pactual agora pela manhã. Na parte da tarde, é a vez do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Os investidores esperam comentários sobre diversos assuntos, entre eles: os desdobramentos da PEC dos Precatórios, da reforma tributária, do respeito ou não ao teto de gastos e sobre a disparada da inflação. Em sua última edição, o Boletim Focus trouxe que o mercado já projeta uma alta de 8% no IPCA até o final do ano. Crise hídrica e alta na conta de luz devem pesar ainda mais no índice de preços. 

Dragão gringo no radar

Por falar em inflação, o dado internacional mais importante do dia vai para o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês). De acordo com projeções de especialistas ouvidos pelo Broadcast, a inflação do país deve avançar 0,4% frente ao mês de julho e acumular alta de 5,3% na comparação anual. 

O Núcleo do CPI deve avançar 0,3% e 4,2% em comparação a julho e na base anual, respectivamente. Além dos dados de emprego, o Federal Reserve utiliza a inflação para decidir sobre a retirada de estímulos da economia, movimento conhecido como tapering.

A situação do desemprego nos EUA segue preocupante e a injeção de dinheiro por parte do Banco Central americano já não tem mais o efeito esperado. Esses estímulos foram importantes durante a paralisação das atividades, mas agora pressionam a curva de juros e os preços ao consumidor. 

O próprio Banco Central Europeu (BCE) decidiu por manter a taxa de juros mas já fala na retirada de estímulos da economia ainda este ano. A próxima reunião do Fed está marcada para o final deste mês. 

Fique de olho hoje

Sem maiores indicadores pela frente, os investidores devem ficar de olho na retomada das conversas entre Estados Unidos e China. A última ligação entre os presidentes das duas potências chegou a animar as bolsas pelo mundo, apesar de algumas discordâncias entre ambas as partes. 

A retomada da economia de ambos os países está aquém do esperado, influenciada pela volta desigual das atividades pelo mundo. Uma maior colaboração entre EUA e China pode respingar em uma melhora para todos os países. 

Bolsas pelo mundo

Os principais índices asiáticos encerraram o pregão sem direção definida, à espera dos dados de inflação (CPI, em inglês) dos Estados Unidos. Somado a isso, rumores de que uma gigante do setor imobiliário chinês, a Evergrande, estaria prestes a falir também pressionaram as bolsas. 

De maneira semelhante, as principais praças da Europa também estão de olho na inflação dos EUA e operam de maneira mista após a abertura. O CPI deve ajudar o Federal Reserve a decidir sobre o início (ou não) da retirada de estímulos da economia, conhecido como tapering

Por fim, os futuros de Nova York operam em leve alta, próximos da estabilidade nesta manhã. Os investidores estão em cautela otimista antes da divulgação dos dados inflacionários. 

Agenda do dia

IBGE: Volume de serviços em julho (9h)

Banco Central: Presidente do BC, Roberto Campos Neto, participa de MacroDay, do BTG Pactual (9h)

Petrobras: Presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, participa de audiência pública no Plenário da Câmara (9h)

Estados Unidos: Departamento de trabalho divulga dados de inflação, medidos pelo CPI e Núcleo do CPI em agosto (9h30)

Ministério da Economia: Ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de MacroDay, do BTG Pactual (17h)

China: Vendas no varejo (agosto), produção industrial (junho), investimentos em ativos fixos (junho), investimento estrangeiro direto (agosto) (23h)

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