quinta-feira, abril 8

E-Nose: NASA adapta dispositivo para identificar COVID-19 pela respiração

Para ajudar no diagnóstico da COVID-19, a NASA, através de financiamento do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, aprimorou o dispositivo E-Nose para a detecção do coronavírus pela respiração humana. O aparelho, que foi desenvolvido no Ames Research Center, no Vale do Silício, havia sido criado inicialmente para ajudar a monitorar a qualidade do ar dentro das espaçonaves.

Agora, com o aperfeiçoamento com base em nanossensores, o E-Nose consegue controlar a disseminação do vírus da mesma forma que a medição da temperatura em espaços públicos. Jing Li, inventora do dispositivo, conta que as tecnologias de nanossensores, que vêm sendo estudadas há quase 20 anos, não só não é invasiva, como também portátil e de baixo custo.

Imagem: NASA/Ames Research Center/Dominic Hart

Como funciona?

O E-Nose adaptado para identificar o coronavírus atua através da medição de compostos orgânicos voláteis, gases que são produzidos quando há a infecção por um vírus, como o SARS-CoV-2, durante a respiração da pessoa infectada. A NASA explica que estudos recentes mostraram que a COVID-19 altera o perfil respiratório, e pesquisadores de algumas universidades já estão usando a técnica de identificação no hálito dos pacientes.


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O dispositivo deve passar por um teste de campo específico para a versão da doença provocada pelo coronavírus antes da realização dos testes clínicos. Caso os resultados sejam satisfatórios, o E-Nose poderá ser usado em supermercados, fábricas, aeroportos e diversos tipos de empresa, rastreando as infecções de maneira rápida e segura.

Jing Li e o E-Nose (Imagem: NASA/Ames Research Center/Dominic Hart)

Um dos responsáveis pela pesquisa, Rupak Biswas, do Ames Research Center, conta que o projeto também poderá ser usado como uma plataforma de diagnóstico para outras condições médicas, além do objetivo original. “Com potencial para outras aplicações nas ciências espaciais e terrestres, o E-Nose é uma solução tecnológica não invasiva para a crise da COVID-19, apoiando também as futuras pesquisas e explorações da NASA”, completa.

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