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Dólar avança com temores sobre segunda onda ainda presentes no mercado

O dólar abriu em alta nesta terça-feira, 22, com os investidores ainda ponderando os efeitos de novas medidas de restrição para conter o avanço do coronavírus na Europa. No radar do mercado também seguem os discursos do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, na Câmara dos Estados Unidos e dos presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro em Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Às 9h40, o dólar comercial subia 0,3% e era vendido por 5,416 reais. No exterior, a moeda americana opera de forma mista contra emergentes, subindo perante o peso mexicano e a lira turca, mas caindo frente ao rublo russo e à rúpia indiana. O índice Dxy, que mede o desempenho do dólar contra pares desenvolvidos, permanece próximo da estabilidade, após ter registrado a maior alta em quase duas semanas na segunda-feira, 21.

Mesmo após os temores sobre a segunda onda terem levado os investidores a reprecificarem os ativos globai na véspera, a onda de pessimismo, mesmo que menor, segue presente no mercado, com o abrupto crescimento do número de infectados na Espanha, França e Reino Unido. Nesta terça, o primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson anunciou novas medidas de restrição, como o fechamento mais cedo de bares e pedidos para que as pessoas trabalhem de suas casas.

“O mercado teme a volta dos lockdowns. As indústrias e viagens aéreas estavam começando a retomar, mas um lockdown pode frear tudo isso. Mesmo com vacinas no radar, ainda levaria tempo para que toda população fosse vacinada”, comenta Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

No cenário interno, o mercado repercute a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) da última reunião. Embora o documento dê margem a interpretações, pela leitura de André Perfeito, economista-chefe da Necton, o Copom deve manter as taxas de juros inalteradas nas próximas decisões.

“Dado a recuperação desigual da atividade seria necessário certo estímulo continuado, o que faz a SELIC fique baixa, no entanto, o colegiado do BCB entende que o nível de juros atual já está próximo do limite de baixa uma vez que cortes adicionais poderiam criar volatilidade dos ativos”, afirma em nota.

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