segunda-feira, fevereiro 22

Documento de transferência de IFA da vacina de Oxford deve ser assinado em março

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) anunciou, no último domingo (21), que o contrato de transferência da tecnologia de produção do ingrediente farmacêutico ativo, o IFA, para a fabricação de vacinas contra a COVID-19 deve ser assinado até março. Assim que houver a formalização, a vacina da Universidade de Oxford com a empresa farmacêutica AstraZeneca, a Covishield, poderá ser fabricada no Brasil pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

De acordo com a Fiocruz, a assinatura do contrato deveria ter acontecido ainda em 2020, mas houveram problemas em relação ao grau necessário de detalhamento da documentação. A falha, no entanto, não causou qualquer impacto na entrega atual das doses do imunizante da COVID-19, que foram recebidas prontas da China, diretamente do laboratório WuXi Biologics.

Imagem: Reprodução/Katja Fuhlert/Pixabay

Até julho deste ano, cerca de 100,4 milhões de doses da vacina Covishield devem ser produzidas com o ingrediente farmacêutico ativo importado. Enquanto isso, a Fiocruz vem se preparando para contar com a estrutura necessária para iniciar a produção do IFA no Brasil, o que vai permitir a fabricação de mais de 110 milhões de doses no segundo semestre de 2021.


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Segundo nota da fundação, a planta industrial da Bio-Manguinhos com a Fiocruz para a fabricação nacional das vacinas deve estar pronta ainda em abril. “O início e a conclusão desse processo de transferência para a produção nacional do IFA, bem como as entregas de vacinas integralmente produzidas por Bio-Manguinhos/Fiocruz, previstas para o segundo semestre, estarão detalhadas em cronograma a ser pactuado no contrato de transferência”, diz.

Imagem: Reprodução/Torstensimon/Pixabay

O Brasil ainda vai receber mais dois lotes de IFA importado nesta semana, sendo então possível a produção de mais de 12 milhões de doses da vacina contra o coronavírus. Até o fim de março, 15 milhões de doses devam ser fabricadas, e em abril a produção terá um ritmo mais acelerado. A Fiocruz e a AstraZeneca, junto ao Instituto Serum, da Índia, fecharam ainda um acordo de importação de uma remessa de 2 milhões de doses prontas, chegando ao Brasil na manhã de terça-feira (23). 

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