domingo, fevereiro 28

Desmatamento na Amazônia: cenário de janeiro de 2021 é de queda, mas ainda é preciso cautela

Em janeiro de 2021 o desmatamento identificado pelo sistema de monitoramento Deter/Inpe na Amazônia totalizou 85,74 quilômetros quadrados. Este valor representa uma queda de aproximadamente 60% em relação ao mês anterior e de 70% quando comparado ao mesmo período de 2020.

De maneira geral, existem tendências de maior ou menor intensidade de alterações na cobertura florestal na Amazônia durante o ano. Janeiro é normalmente um período de elevado volume de chuvas na maior parte da região, o que contribui para uma redução no desmatamento.

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Devido à influência das chuvas na dinâmica do desmatamento são esperados picos de ocorrência na estação seca, assim como baixa atividade nos meses mais chuvosos. Isso se deve tanto a fatores externos, como a dificuldade de acesso, quanto a fatores inerentes ao próprio processo de desmate, como o frequente uso do fogo para a limpeza da área recém-desmatada.

Além disso, a presença de nuvens nas imagens de satélite impossibilita o monitoramento de algumas áreas, podendo contribuir para a diminuição na identificação de desmatamento durante o período chuvoso. Apesar dessa relação, a chuva não é o único fator de influência no processo. O desmatamento é resultado de um conjunto de fatores políticos e econômicos, além da fiscalização governamental e das ações para a aplicação da legislação vigente.

EXAME começará a acompanhar dados mensais de desmatamento

A EXAME irá trazer todos os meses informações sobre o desmatamento na Amazônia, comunicando de forma clara, a partir de fontes oficiais, a situação mensal, para que essa dinâmica possa ser acompanhada mais de perto pela sociedade. Mostraremos a evolução da área desmatada, a localização dos principais focos de desmatamento e quais as principais atividades econômicas nas regiões mais desmatadas.