segunda-feira, março 1

Depois de patrocínio da Above ao BBB, Rexona “alfineta” marca nas redes sociais

As marcas estão cada vez mais “livres, leves e soltas” no Twitter. Buscando aproximação com seu público, não faltam brincadeiras entre rivais para gerar interação na plataforma. O exemplo mais recente disso aconteceu com a Rexona, que aproveitou o patrocínio da Above, marca de cosméticos, ao BBB21, para tuitar, no horário do programa, que a companhia estava com um cupom de descontos e pode ser encontrada em qualquer lugar:

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O tuíte teve mais de 12,2 mil curtidas — número significativamente superior ao de outras postagens — e mostra como o “timming” é importante para gerar engajamento na plataforma.

A estratégia não surge da noite para o dia. Andreza Graner, gerente de marketing da Rexona, explica que contar com um time alinhado previamente é fundamental. “Neste caso, percebemos uma oportunidade de nos conectar com a audiência do Twitter, que é um grande canal second screen, e unimos um time multidisciplinar formado pela gerência da marca, o nosso hub digital e a nossa agência interna para dar vida a uma ação de marketing real time”, afirma.

Para Paula Paiva, gerente de comunicação digital da Rexona, corrobora a importância de ter planejamento prévio para garantir a ação no momento certo. “Assim, torna-se mais assertivo fazer a comunicação certa para a pessoa certa no momento oportuno”, finaliza.

Marketing com o rival?

Esse não é o primeiro caso de marcas dialogando com a exposição de suas rivais no reality show. Um exemplo recente é o da Pepsi, que teve um volume expressivo de buscas no Google após o patrocínio da Coca-Cola a uma das provas do BBB. A repercussão a um resultado negativo da prova para os espectadores fez com que a marca rival tivesse mais menções do que a patrocinadora do reality.

Na data, analista de social media Arielly Costa Falcão fez uma análise: “A busca pelo termo Pepsi subiu – e ainda está subindo – absurdamente em pouco tempo. A marca está sendo citada em todos os cantos. O patrocínio (até onde sabemos) custou à Coca mais de 70 milhões. A reverberação positiva custou à Pepsi zero reais. Mais um exemplo muito bacana de como o impacto de uma marca pode respingar em outras, para o bem ou para o mal.”

Outro caso frequente é o do Burger King com o McDonald’s. As redes de fast-food vivem “se alfinetando” nas redes, despertando a torcida por um ou por outro lado, como no tuíte abaixo.

 

Independentemente do motivo, fato é que a interação entre as marcas veio para ficar.