sexta-feira, março 5

Dá pra rodar um servidor de Minecraft em uma máquina fotográfica? Sim, dá!

O que você pode fazer com uma Canon Rebel SL2 (EOS 200D em alguns países), uma câmera DSLR que custa mais de R$ 2,5 mil? Bom, você pode tirar fotos de alta qualidade com seu sensor CMOS de 24 MP; capturar vídeos em Full HD; usufruir da tela giratória para tirar uma selfie e até fazer transmissões ao vivo graças a sua compatibilidade com as tecnologias Bluetooth e WiFi. Mas o internauta identificado como “turtius” quis algo diferente.

Ele simplesmente realizou um processo de engenharia reversa em sua Rebel SL2 e configurou o seu processador para executar um servidor do clássico jogo Minecraft. Tal como todo membro da comunidade hacker, turtius mata a cobra e mostra o pau: logo, ele disponibilizou não apenas o código-fonte do programa que ele mesmo escreveu (caso você queira repetir o feito), mas também publicou um vídeo provando que o esquema funciona.

Segundo ele, o truque se baseia em usar o avrcraft, famoso servidor de Minecraft para dispositivos 8-bit. “Está totalmente funcional na câmera. Fiz a engenharia reversa do módulo de rede usado pela Canon, o que por acaso expõe soquetes do tipo Unix, e integrei o avrcraft com a Magic Lantern. Ele está executando uma implementação personalizada fornecida pelo sistema operacional da Canon e usando código personalizado”, explica.


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Magic Lantern, vale observar, é outro software de código aberto bastante famoso entre fotógrafos profissionais — ele altera o firmware original de diversas câmeras profissionais da Canon para fornecer mais recursos do que os modelos têm de fábrica. Porém, de uma coisa podemos ter certeza: ninguém jamais o utilizou para desenvolver uma compilação personalizada de um servidor para Minecraft.

turtius menciona ainda que, mesmo rodando o servidor com perfeição, a SL2 ainda consegue atuar como máquina fotográfica e filmadora profissional. Novamente, todo o código usado pelo hacker pode ser baixado gratuitamente pelo GitHub, mas ele mesmo avisa: faça por sua própria conta e risco, já que existe a possibilidade de que sua câmera sofra um “brick” no processo e torne-se nada além de um peso de papel.

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