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Criadores terão metas para ganhar dinheiro extra com Instagram e Facebook

O Instagram e o Facebook estão trabalhando em novas ferramentas para ajudar seus criadores de conteúdo a ganhar mais dinheiro com as plataformas. No primeiro evento da Semana do Criador, Mark Zuckerberg apresentou novos recursos que concederão “dinheiro extra” para quem cumprir metas específicas.

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Com o novo programa, os influenciadores podem ganhar pagamentos adicionais por atingir certos marcos, como vender emblemas ou realizar lives com outros perfis do Instagram. No Facebook, os bônus virão por meio de “Desafios Stars”, que recompensará os criadores por cumprirem as metas de streaming e tarefas predefinidas.

Para ganhar um dinheirinho adicional, os criadores de conteúdo deverão cumprir metas (Imagem: Divulgação/Facebook)

Além de aumentar a receita para os criadores, essas metas (que devem ser diárias e semanais) também podem incentivar as pessoas a passarem mais tempo dentro da plataforma, seja na produção de conteúdo para os fãs, assistindo a vídeos ou interagindo nas transmissões ao vivo.


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A rede não cravou uma data específica para lançamento, mas explicou que tudo anunciado hoje deve chegar para os usuários em breve. Possivelmente, serão feitos testes iniciais com uma base pequena de influenciadores para só então liberar para todo mundo.

Marketing de afiliados para o Instagram

O CEO trouxe novos detalhes sobre os planos da empresa de permitir que os perfis ganhem comissão diretamente de posts relacionados a compras dentro do aplicativo. A ideia é fazer uma espécie de marketing de afiliados dentro do Instagram: as marcas definem taxas de comissão e elencam quais produtos desejam comercializar.

Por meio dos afiliados, marcas e inflluenciadores poderão lucrar (Imagem: Divulgação/Instagram)

Todos os itens vendidos por um influenciador terão um código atrelado que vai gerar um retorno financeiro conforme definido pela empresa anunciante, assim, o lucro terá uma parte revertida para pagamento das comissões. O Instagram planeja começar a testar os recursos com um pequeno grupo de criadores e empresas sediadas nos EUA, como Benefit, Kopari, MAC, Pat McGrath Labs e Sephora.

Por fim, a rede social das fotos deve permitir que os criadores que já vendem seus próprios produtos incluam as lojas existentes nos seus perfis do Instagram — isso já estava em testes para perfis comerciais, mas também será estendido aos criadores de conteúdo. Hoje é muito comum que influenciadores de certos nichos, como os de beleza, tenham sua própria linha de produtos.

Monetização atrasada

A iniciativa do Facebook e do Instagram chega no momento em que ambas as plataformas dividem usuários com concorrentes que remuneram seus criadores, como TikTok, Kwai e YouTube Shorts. Com o sucesso desse “cashback” de conteúdo, essas plataformas de vídeos curtos têm atraído cada vez mais atenção.

Embora as maiores estrelas do Instagram tenham conseguido acordos de patrocínio com marcas no passado, a plataforma nunca lançou nada para ajudar os nomes emergentes. Antes, era necessário um acordo direto entre criador e as empresas de forma externa, no mundo real apenas.

As lojas virtuais também chegarão para influenciadores digitais (Imagem: Divulgação/Instagram)

Agora, a ideia é tornar tudo digitalizado e apoiar os pequenos e nanoinfluenciadores, cujo poder de engajamento tem se mostrado superior, em muitos casos, aos grandes perfis. Além disso, é uma forma de garantir uma renda constante para quem deseja se dedicar exclusivamente à produção de conteúdo digital.

Essa iniciativa de Mark Zuckerberg pode trazer de volta a audiência para o Facebook e o Instagram ou será que ambas as plataformas não vão resistir ao poderio dos vídeos curtos? Deixe a sua opinião nos comentários a seguir.

Leia a matéria no Canaltech.

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