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Credores da Venezuela lançam fundo de dívida ‘distressed’

(Bloomberg) — Um grupo de credores da Venezuela lançou um fundo focado em dívidas distressed, ou títulos problemáticos.

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O fundo Canaima Global Opportunities, em homenagem a um parque nacional venezuelano, terá como foco títulos inadimplentes da Venezuela sancionados pelos Estados Unidos, disse Celestino Amore, diretor-gerente da IlliquidX, uma corretora de dívidas distressed de Londres que vai assessorar o fundo.

Amore disse que pretende entrar em contato com autoridades venezuelanas “imediatamente” para discutir um acordo com detentores de títulos. Os advogados do fundo determinarão se entrarão em contato com o governo de Nicolás Maduro ou com o líder da oposição, Juan Guaidó, disse.

“Nosso objetivo é proteger os direitos de nossos investidores até que o clima atual de sanções melhore”, afirmou. “Não estamos fazendo nada agressivo.”

O escritório de advocacia britânico RPC foi contratado como um dos assessores jurídicos do fundo, segundo comunicado da IlliquidX. O RPC não quis comentar.

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O país deixou de pagar cerca de US$ 60 bilhões em dívidas do governo e da estatal Petróleos de Venezuela desde o final de 2017. As sanções dos EUA proíbem investidores americanos de negociar com muitas das principais autoridades financeiras de Maduro, tornando a reestruturação quase impossível. Medidas adicionais proíbem o governo de emitir novos títulos. O fundo Canaima terá sede em Guernsey.

De acordo com alguns especialistas, a chamada “cláusula de prescrição” dos títulos da Venezuela poderia deixar o país livre de juros não pagos a qualquer credor após três anos. O terceiro aniversário do primeiro pagamento não realizado de títulos coincide com o prazo de 13 de outubro para uma oferta condicional emitida pelo governo na semana passada.

A ministra da Economia e Finanças da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que o governo renunciaria a essa cláusula se os credores concordassem em não tomar medidas legais. A oferta exige a aprovação de credores de títulos que possuem mais de 75% da dívida. Embora Maduro mantenha um controle rígido sobre o país, os tribunais dos EUA reconhecem Guaidó como presidente da Venezuela.

O fundo Canaima também investirá em dívidas do Líbano, Equador, Argentina e Cuba, disse Amore.

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