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Coração de mergulhadores pode chegar a apenas 11 BPM; entenda o motivo

Você acredita que alguns mergulhadores livres (ou seja, aqueles que mergulham sem o auxílio de equipamento respiratório) podem sobreviver a níveis de oxigênio no cérebro mais baixos do que os encontrados em focas? Pois é justamente isso que aponta um novo estudo liderado pela Mid Sweden University (Suécia). O grupo também descobriu que os batimentos cardíacos dos mergulhadores podem chegar até 11 batimentos por minuto.

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Segundo o estudo, os mergulhadores podem prender a respiração por mais de 4 minutos e descer a mais de 100 metros pelas profundidades do oceano, o que prejudica a capacidade do corpo de bombear oxigênio sanguíneo para o cérebro. Se não chegar oxigênio suficiente ao cérebro, os mergulhadores correm o risco de perder a consciência.

Os autores do artigo contam que as pesquisas foram feitas durante mergulhos simulados em laboratório. Para entender como esse feito extremo afeta o corpo humano, a equipe adaptou um dispositivo biomédico para suportar as pressões extremas do oceano. O dispositivo normalmente é usado para medir a função cerebral, e dispara dois comprimentos de onda diferentes de luz de LEDs na testa dos mergulhadores para medir a frequência cardíaca e os níveis de oxigênio no sangue e no cérebro. Nos estudos, o teste funcionou em profundidades de pelo menos 107 metros.


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(Imagem: Ibrahim Razzan/Unsplash)

Os pesquisadores descobriram que os mergulhadores livres que alcançaram essas profundidades tinham níveis de oxigênio no cérebro que caíram para níveis mais baixos do que os encontrados nas focas. Alguns caíram até 25%. O que acontece é que os níveis de oxigênio no cérebro ficam em torno de 98% e, se caírem para menos de 50%, uma pessoa pode perder a consciência, de acordo com a declaração.

“Além das respostas fisiológicas excepcionais que os mergulhadores livres apresentam e os extremos que podem tolerar, eles podem ser um grupo fisiológico muito informativo. Suas reações fisiológicas são únicas e as condições às quais eles estão expostos não são facilmente replicadas, então eles oferecem uma maneira sin de entender como o corpo responde ao baixo oxigênio no sangue, baixa oxigenação do cérebro e severa supressão cardiovascular”, afirmam os pesquisadores. O estudo completo pode ser acessado aqui

Leia a matéria no Canaltech.

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