sábado, fevereiro 27

Cenário crítico: 17 capitais estão com taxa de ocupação de UTI em mais de 80%

De acordo com informações divulgadas pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) nesta sexta-feira (26), o Sistema Único de Saúde (SUS) está passando pelo seu momento mais crítico desde que a pandemia do coronavírus teve início, em março do ano passado. Pelo menos 17 capitais brasileiras estão com mais de 80% dos leitos de UTI ocupados.

As capitais mais afetadas, com mais de 90% de lotação, de acordo com dados obtidos do dia 31 de janeiro a 20 de fevereiro, são Porto Velho (RO) com lotação de 100%, Florianópolis (SC) com 96,2% dos leitos de UTI lotados e Manaus (AM) com 94,6%. Na sequência estão Fortaleza (CE) e Goiânia (GO) com 94,4%, Teresina (PI) com 93% e Curitiba (PR) com 90% de leitos ocupados. Segundo a Fiocruz, nenhum estado vem apresentando sinais de queda do número de casos de COVID-19 e de mortes.

Imagem: Reprodução/Parentingupstream/Pixabay

A Fiocruz ressalta os recordes obtidos nas últimas semanas. “O Brasil apresentou uma média de 46 mil casos, valor mais elevado que o verificado em meados do ano passado, e média de 1.020 óbitos por dia ao longo das primeiras semanas de fevereiro. Nenhum estado apresentou tendência de queda no número de casos e óbitos”, diz.


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Na última quinta-feira (25), o Brasil bateu recorde no número de óbitos em apenas 24 horas, registrando 1.582 mortes, fazendo com que a média móvel de mortes chegasse a 1.150 nos últimos sete dias, o segundo recorde seguido. O número fica acima do recorde anterior, de 29 de julho de 2020, com 1.554 óbitos em um único dia.

Por fim, a Fundação Oswaldo Cruz ressalta que a população não deve se acostumar com essa realidade atual. “A gravidade deste cenário não pode ser naturalizada e nem tratada como um novo normal. Mais do que nunca urge combinar medidas amplas e envolvendo todos os setores da sociedade e integradas nos diferentes níveis de governo”, completam os pesquisadores.

 

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