sexta-feira, fevereiro 26

Câmeras flagram fenômenos luminosos elétricos azuis e vermelhos no céu do Havaí

Nesta semana, o centro de pesquisa National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory (NOIRLab) publicou uma imagem que mostra o telescópio Gemini North, um dos que compõem o observatório Gemini no Havaí, junto de eventos luminosos transientes (TLE) no céu. Tratam-se de emissões coloridas de luz bastante poderosas e breves, tão breves que é bem difícil observá-las – e mais difícil ainda fotografá-las.

A imagem foi feita por câmeras noturnas do observatório, que fazem fotos a cada 30 segundos e são usadas por astrônomos para rastrear más condições climáticas. A foto registrou um sprite vermelho e um jato azul, dois tipos de TLE que ocorrem na atmosfera superior da Terra. Peter Michaud, gerente de educação e engajamento no NOIRLab, comentou que “já viram fenômenos similares, mas o desta vez foi o melhor exemplo de um sprite na atmosfera superior da Terra”.

Confira o registro:


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Telescópio Gemini North à esquerda, com o sprite vermelho e jato azul à direita (Imagem: Reprodução/International Gemini Observatory/NOIRLab/NSF/AURA/A. Smith)

Os sprites vermelhos levam o mesmo nome de um personagem do folclore inglês, e ocorrem a cerca de 80 km acima de tempestades de raios intensas. Às vezes, eles têm forma que lembra a de uma água-viva, cujos “tentáculos” se estendem em várias direções e podem chegar aos 50 km de extensão. Como o que foi registrado se ramifica para baixo, ele é apelidado de “sprite cenoura”. Embora não durem mais que algumas frações de segundo, os sprites são capazes de iluminar grandes regiões do céu.

Já as emissões azuis registradas na foto são chamadas de “jatos azuis”, e se formam mais perto da Terra do que os sprites vermelhos. Essas descargas elétricas têm forma de cone, são mais brilhantes que os sprites e acontecem na parte superior das nuvens eletricamente carregadas. Eles podem chegar aos 40 km de extensão sempre seguindo para a direção do céu na velocidade de 30 mil km/h, até que desaparecem subitamente.

Fotografar estes fenômenos não é nada fácil porque eles são extremamente breves e dificilmente podem ser observados do solo, já que ficam escondidos pelas nuvens. Além disso, eles são um pouco diferentes dos raios típicos de tempestades, que ocorrem com nuvens carregadas e se movem em direção ao solo, onde liberam uma carga positiva que precisa ser equilibrada — e é aqui que os sprites e jatos entram, para balancear a equação: quanto mais poderosa for uma tempestade e quanto mais raios produzir, mais provável é a ocorrência de um sprite.

Para acessar a imagem com zoom e explorar os detalhes dela, clique aqui.

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