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BTG Pactual tem nota de emissor elevada pela Moody’s para AAA.br

O BTG Pactual (BPAC11) passou por um upgrade dos seus ratings de emissor e de depósito bancário de longo prazo pela agência de classificação de risco Moody’s, segundo relatório recém-divulgado: a nota passou de AA+.br para AAA.br, que é o patamar mais elevado que existe.

A perspectiva da nova nota é estável, o que reflete a expectativa de manutenção dos fundamentos de crédito consistentes com o atual nível de rating ao longo dos próximos 12 a 18 meses, segundo a agência.

É a segunda nota “triple A” obtida pelo BTG Pactual (do mesmo grupo que controla a EXAME) em três meses. Em junho, a Standard & Poor’s promoveu a nota de crédito de emissor de longo prazo do banco de “brAA+” para “brAAA”.

Em termos práticos, o upgrade da nota de crédito do BTG deve se traduzir em queda do custo de captação de recursos no mercado por meio da emissão de dívida, ainda mais com a chancela de duas das três agências mais importantes do mundo (a terceira é a Fitch).

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O upgrade é também o reconhecimento do mercado, de forma independente, de uma estratégia que tem reforçado e levado a resultados recordes áreas históricamente relevantes para a instituição, como a de banco de investimentos; ao mesmo tempo em que se expandiu em novas áreas em que acelerou o crescimento, em especial no varejo digital, por meio do BTG Pactual digital e do Banco Pan (BPAN4).

“A elevação dos ratings do BTG reflete o movimento do banco em direção a um perfil de negócios mais diversificado, menos complexo e fortalecido, com foco na estabilização dos resultados gerados a partir da carteira de empréstimos e das operações de gestão de recursos e de gestão de patrimônio”, aponta a Moody’s no relatório ao justificar a decisão.

A agência, uma das três mais importantes e respeitadas do mercado, aponta que o lucro líquido do BTG como percentual dos ativos tangíveis foi de 1,7% em junho de 2021, com um ligeiro aumento em relação ao 1,6% registrado em dezembro de 2020.

“A elevação dos ratings também reflete a forte posição de capital do banco e boa estrutura de liquidez para apoiar sua estratégia de crescimento da carteira de empréstimos, juntamente com uma estrutura organizacional menos complexa após o desinvestimento de várias operações de banco comercial”, apontam os autores do relatório, Diego Kashiwakura, Letícia Sousa e Bernardo Costa.

Os analistas lembram que, no primeiro semestre de 2021, o banco levantou 2,5 bilhões de reais por meio de uma oferta subsequente (follow on) primária, cujos recursos estão sendo investidos na sua plataforma digital e na expansão da carteira de crédito. Em junho de 2021, o BTG reportou um índice de Capital Nível 1 de 15,4% e um índice de Capital Total de 17,3%.

“Os ratings também incorporam a melhora do perfil de financiamento institucional do banco e a contínua diversificação e estrutura de prazos dos passivos nos últimos anos. O banco melhorou a diversificação de captações e seu volume de recursos de terceiros, focando na melhoria da estabilidade de longo prazo da sua estrutura de captação.”

Os analistas da Moody’s explicam que a avaliação também reflete o grande volume de ativos de alta liquidez mantidos pelo BTG, que totalizava 137,9 bilhões de reais em junho de 2021, ou cerca de 41,5% dos ativos tangíveis bancários, cobrindo mais de 100% do total do unsecured funding com vencimento nos próximos 12 meses e, portanto, reduzindo a exposição do banco ao risco de funding.

As units do BTG acumulam valorização de 35% nos últimos 12 meses, superando o desempenho de grandes bancos de varejo no período. O banco tem um valor de mercado em torno de 140 bilhões de reais, próximo de níveis recordes.

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