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Brasil deve construir a maior fábrica de vacinas da América Latina

Durante a emergência mundial da COVID-19, investimentos na produção de vacinas são ainda mais importantes, principalmente agora, que a população urge por uma vacina contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Nesse cenário, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) assinaram acordo, na quinta-feira (17), para a construção da maior fábrica de vacinas da América Latina.

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Com o nome de Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde, as instalações devem ocupar uma área de 580 mil metros quadrados em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. Anualmente, o projeto poderá produzir até 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos. 

Brasil deve ter o maior complexo para produção de vacinas da América Latina (Imagem: Reprodução/ Governo do Estado de São Paulo)

Quais vacinas serão produzidas?

De forma geral, o novo acordo prevê que o complexo passe a ser responsável por toda a produção de imunizantes da Fiocruz. Além disso, serão produzidas vacinas contra meningite, hepatite e tríplice bacteriana, que atualmente são importadas para o Brasil.


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No atual cenário da pandemia do coronavírus, é possível que o complexo também opere na produção de um imunizante, desde que a vacina contra a COVID-19 tenha segurança e eficácia comprovadas. No entanto, a previsão para o projeto ser concluído é apenas em 2023.

Impactos da maior fábrica de vacinas da América Latina

Conforme prevê a iniciativa, o complexo será composto por nove prédios e deve englobar setores de processamento, embalagem, armazenamento de matéria-prima e produtos finais, controle e garantia da qualidade, além de centrais para o tratamento de resíduos e efluentes.

De acordo com o presidente da Codin, Fábio Galvão, a iniciativa é importante para o desenvolvimento industrial do Rio de Janeiro. “Onde há uma indústria hoje, haverá outras chegando num futuro próximo, porque essas operações envolvem toda uma cadeia de produtores de insumos e fornecedores de materiais. Vamos reindustrializar o Estado, promovendo todo um ciclo virtuoso”, afirmou Galvão.

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