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Bolsas de NY tentam firmar ganhos após sinais que redução de estímulos pode começar no próximo mês; veja o ritmo proposto para o tapering

Após as últimas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc, na sigla em inglês), o mercado financeiro tem ficado sempre com a mesma dúvida na cabeça: quando o processo de redução dos estímulos — o famoso “tapering” — irá começar?

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Apesar de não definir um dia no calendário para o acionamento do freio na compra de ativos, a ata do encontro mais recente do Fed, divulgada nesta terça-feira (13), deixa claro que o movimento deve se iniciar em breve.

Com a sinalização, as bolsas norte-americanas tentam se firmar no campo positivo e o Ibovespa — que abriu o dia em alta firme — segue anotando ganhos hoje. Veja como se comportam, por volta das 16h, os principais índices acionários do Brasil e Estados Unidos:

Ibovespa: +1,29%;
Dow Jones: -0,07%;
S&P 500: +0,19%;
Nasdaq: +0,60%.

Já o dólar à vista, que abriu o dia em alta, inverteu o sinal e agora recua 0,33%, a R$ 5,5191. Confira a nossa cobertura completa de mercados.

Na coletiva após a decisão sobre os juros de setembro, o presidente da instituição, Jerome Powell, já havia indicado que o anúncio do tampering pode vir na próxima reunião, em novembro. Para os dirigentes, caso isso ocorra, o processo pode começar em meados do próximo mês ou dezembro.

O documento mostra ainda que, de acordo uma pesquisa com participantes do mercado, cerca de metade dos entrevistados vê dezembro como a data mais provável para o início da redução do ritmo de compras.

Ritmo do tapering

Apesar de não assinalar uma data exata, os participantes do comitê iniciaram na última reunião as discussões sobre como deverá ser o ritmo da redução de compra de ativos.

Uma trajetória ilustrativa do processo foi apresentada. Segundo a ata, se esse caminho for seguido e o tapering iniciado no final deste ano, o Fed encerraria os estímulos em meados de 2022.

A proposta prevê reduções mensais de US$ 10 bilhões na compra de títulos do Tesouro norte-americano e US$ 5 bilhões em títulos lastreados em hipotecas. Atualmente, o Fed compra US$ 120 em títulos por mês.

Ainda de acordo com o documento, no geral, os dirigentes apontaram que o plano “forneceu um caminho direto e modelo que os formuladores de políticas podem seguir”. Apesar disso, vários participantes ressaltaram que preferem seguir com um ritmo mais rápido de “tapering”.

Decisão importante

Vale destacar que a política de compra de ativos é considerada uma ferramenta importante contra os efeitos econômicos da pandemia, auxiliando no funcionamento dos mercados e apoiando o fluxo de crédito para famílias e negócios.

Por isso, o banco central dos EUA condicionou o fim dos estímulos ao “progresso substancial” rumo às metas de inflação e emprego da instituição.

No quesito de estabilidade dos preços, a maioria dos participantes do comitê assinala que o objetivo foi concluído. Mesmo com a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) acima das expectativas do mercado em setembro, com alta de 0,4%, o Fed reforça que segue com a expectativa de que a alta dos preços será transitória.

Já em relação às metas de emprego, parte dos dirigentes avalia que elas ainda não foram alcançadas, mas, se a economia continuar progredindo como o antecipado, serão atingidas em breve.

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