quinta-feira, maio 13

Bitcoin é “contrário aos interesses da civilização”, diz sócio de Warren Buffett

O vice-presidente da holding multinacional Berkshire Hathaway, Charlie Munger, criticou o bitcoin (BTC) e sua intensa valorização ao longo de 2021 na reunião anual da empresa no último sábado (01), chamando a criptomoeda “repugnante e contrária aos interesses da civilização”. Tanto ele quanto seu sócio, o famoso e bilionário investidor Warren Buffett, são céticos de longa data quanto as moedas digitais.

Charlie Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway, voltou a criticar o bitcoin (Imagem: Nick Webb/Flickr)

Charlie Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway, voltou a criticar o bitcoin (Imagem: Nick Webb/Flickr)

Bitcoin é “repugnante” e útil para criminosos

“É claro que odeio o sucesso do bitcoin e não gosto de uma moeda que seja tão útil para sequestradores e para criminosos que praticam extorsão”, disse Munger. “Também não gosto de simplesmente despejar bilhões e bilhões de dólares extras para alguém que acabou de inventar um novo produto financeiro do nada”.

O tópico foi levantado após uma pergunta ser dirigida aos dois líderes da Berkshire Hathaway. Segundo Munger, toda essa valorização da criptomoeda ao longo de 2021 é “repugnante” e o bitcoin seria “contrário aos interesses da civilização”. Porém, Buffett evitou responder para não “enfurecer” os apoiadores da moeda digital.

“Vou evitar essa pergunta”, disse Buffett. “Provavelmente temos centenas de milhares de pessoas assistindo isso que possuem bitcoin, e provavelmente duas pessoas que não têm. Portanto, temos a opção de deixar 400.000 pessoas bravas e infelizes conosco, ou fazer duas pessoas felizes, e essa é apenas uma equação idiota.”

Munger e Buffett criticam o bitcoin há anos

O posicionamento crítico de Munger sobre a criptomoeda já é antigo. Ele sempre criticou o bitcoin por sua extrema volatilidade e falta de regulamentação. Na reunião anual de acionistas do Daily Journal em fevereiro, Munger disse que a moeda é muito volátil para servir bem como meio de troca.

“É realmente uma espécie de substituto artificial para o ouro. E como nunca compro ouro, nunca compro bitcoin”, disse Munger, que também caracterizou a criptomoeda como “merda comercial”. “Isso me lembra o que Oscar Wilde disse sobre a caça à raposa. Ele dizia que é a busca do intratável pelo indizível”, acrescentou.

Buffett também já criticou muito o bitcoin no passado. Ele chamou a criptomoeda de “ilusão” e “veneno de rato” e jurou no ano passado nunca possuir nenhuma moeda digital, argumentando que elas atraem charlatões enquanto “basicamente não têm valor”.

Bitcoin acumula mais de 100% de valorização em 2021

O bitcoin vem chamando muita atenção desde o final do ano passado, quando começou a quebrar novos recordes de preço. Desde janeiro, a criptomoeda já acumula mais de 100% de valorização, registrando um novo recorde de quase US$ 65 mil em meados de abril.

Agora, a moeda digital opera estagnada na casa dos US$ 57 mil, perdendo espaço para o ether (ETH), que atingiu uma nova máxima nesta segunda-feira (03) movido pelo crescente interesse de investidores institucionais e pelo crescimento das finanças decentralizadas (DeFi) e tokens não fungíveis (NFTs).

Com informações: CNBC

Bitcoin é “contrário aos interesses da civilização”, diz sócio de Warren Buffett