sexta-feira, março 5

Balanços de B3, Americanas, B2W, MRV, Iguatemi, CCR, Natura&Co; Azul corta 50 voos diários em março e abril e mais destaques

SÃO PAULO – A temporada de resultados é o destaque do noticiário corporativo desta sexta-feira (5), com destaque para os números de Lojas Americanas, B2W, B3, CCR, Natura &Co, Iguatemi, entre outras companhias

A Lojas Americanas (LAME4) registrou lucro líquido de R$ 400,4 milhões no quarto trimestre de 2020, valor muito próximo aos R$ 398 milhões apurados no mesmo período de 2019. Já a B2W (BTOW3) registrou lucro líquido de R$ 15,6 milhões no quarto trimestre de 2020. No mesmo período do ano anterior, a companhia havia registrado prejuízo de R$ 22,3 milhões.

A rede de shopping centers Iguatemi (IGTA3), sócia de 16 empreendimentos, teve lucro líquido de R$ 82 milhões no quarto trimestre de 2020, queda de 26,7% em relação ao mesmo período de 2019. No acumulado do ano, o lucro líquido somou R$ 202,3 milhões, baixa de 35,6% em relação ao ano anterior.

A Natura &Co. (NTCO3), por sua vez, registrou lucro de R$ 175,7 milhões no quarto trimestre de 2020, revertendo o prejuízo de R$ 176,1 milhões observado no mesmo período do ano anterior. Este resultado não inclui o efeito de Alocação de Preço de Compra (PPA, na sigla em inglês), que envolve a aquisição da Avon. Considerando o PPA, houve lucro de R$ 22,3 milhões em 2019, o que fez o resultado do último trimestre de 2020 saltar 687,5%.

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B3 (B3SA3

A B3 informou lucro líquido de R$ 4,2 bilhões em 2020. O valor representa crescimento de 52,98% na comparação com o lucro de R$ 2,7 bilhões de 2019.

Enquanto isso, a receita da companhia fechou o ano passado em R$ 9,3 bilhões. O resultado representa crescimento de 41,83% ante a cifra de R$ 6,6 bilhões na comparação anual.

Apenas no quarto trimestre de 2020, o lucro líquido da operadora da Bolsa brasileira foi de R$ 1,097 bilhão, aumento de 49,7% sobre o mesmo período de 2019. O lucro líquido recorrente cresceu 34,1%, para R$ 1,159 bilhão.

Já a receita líquida da companhia registrou avanço de 44,4%, ficando em R$ 2,280 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado. O Ebitda recorrente da empresa (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 1,729 bilhão, uma alta de 46,5% sobre igual período de 2019.

A B3 também viu as despesas subirem 10% de um ano para o outro, chegando a R$ 722,5 milhões. As despesas ajustadas somaram R$ 341,7 milhões, aumento de 9,6%.

“Os altos volumes negociados em nossas plataformas ao longo do ano contribuíram com um sólido desempenho financeiro e geração de caixa robusta, que totalizou R$ 6,1 bilhões2 no ano. Os proventos distribuídos aos acionistas no exercício de 2020 somaram R$ 6,2 bilhões (R$ 1,2 bilhões em JCP, R$ 4,1 bilhões em dividendos, e R$ 0,9 bilhões em recompras de ações)”, destacou a empresa em seu balanço.

MRV (MRVE3)

A MRV & Co – grupo que abrange os negócios imobiliários de venda, locação e loteamentos – teve lucro líquido consolidado de R$ 196 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 29,8% em relação ao mesmo período de 2019. No acumulado do ano, o lucro totalizou R$ 550 milhões, baixa de 20,3% em relação ao anterior.

O Ebitda consolidado no trimestre foi de R$ 327 milhões, crescimento de 41,9%, e no ano totalizou R$ 1,007 bilhão, leve baixa de 0,2%. A margem Ebitda no trimestre bateu em 19,2%, ganho de 3 pontos porcentuais.

A receita líquida no trimestre atingiu R$ 1,702 bilhão, alta de 19,9%, e no ano totalizou R$ 6,646 bilhões, crescimento de 9,8%.

O crescimento do lucro do grupo no trimestre reflete o avanço dos lançamentos e vendas nos meses anteriores, com diluição de despesas e melhora da margem operacional nas suas linhas de negócios. No trimestre também foi vendido o primeiro empreendimento da construtora americana AHS após sua aquisição pela MRV. O empreendimento foi negociado pelo valor de US$ 57 milhões, gerando um lucro bruto de US$ 17 milhões.

No acumulado de 2020, o lucro foi impactado pelo efeito do resultado financeiro, que gerou uma receita líquida de R$ 47 milhões, montante 65,7% menor do que em 2019.

CCR (CCRO3)

A CCR reportou um lucro líquido acumulado de R$ 191 milhões em 2020, uma queda de 86,7% sobre o desempenho do ano anterior.

O Ebitda ajustado da companhia somou R$ 4,71 bilhões no consolidado de 2020, queda de 18,6% sobre o resultado de 2019. A empresa também divulgou os dados pró-forma. Na mesma base de comparação, houve queda de 19,5%, para R$ 4,99 bilhões.

A margem Ebitda ajustada encerrou o ano em 52,7%, uma retração de 8,2 pontos porcentuais em relação a 2019.

Já a receita líquida do grupo alcançou R$ 8,94 bilhões no último trimestre do ano passado, queda de 5,8% sobre um ano antes. No critério pró-forma, houve queda de 7,7%, para R$ 9,35 bilhões.

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas  registrou lucro líquido de R$ 400,4 milhões no quarto trimestre de 2020, valor muito próximo aos R$ 398 milhões apurados no mesmo período de 2019.

O Ebitda consolidado da varejista entre outubro e dezembro ficou em R$ 1,106 bilhão, queda anual de 8,8%. Já no critério da Controladora, o indicador somou R$ 841,7 milhões, recuo de 11%.

Já o Ebitda ajustado da Controladora ficou em R$ 993,5 milhões no quarto trimestre do ano passado, recuo de 5,8% na relação anual. No critério consolidado, o indicador ajustado somou R$ 1,235 bilhão no período, recuo de 5,4%.

A receita líquida da Controladora chegou a R$ 4,112 bilhões nos três últimos meses de 2020, recuo de 4,8%. No Consolidado, as receitas foram a R$ 7,433 bilhões, avanço de 15%. A venda bruta de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) foi de R$ 13,499 bilhões, avanço de 18,4%.

B2W (BTOW3)

Com a disparada das vendas online durante a pandemia de coronavírus, a B2W registrou lucro líquido de R$ 15,6 milhões no quarto trimestre de 2020. No mesmo período do ano anterior, a companhia havia registrado prejuízo de R$ 22,3 milhões.

As vendas totais (GMV) da empresa somaram R$ 9,18 bilhões de outubro a dezembro do ano passado, o que configura um crescimento de 38,2% na comparação anual. Com isso, a B2W viu sua receita líquida subir em 50%, para R$ 3,33 bilhões.

Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 385,7 milhões no período, uma alta de 51,7% frente ao registrado de outubro a dezembro de 2019.

Natura & Co.  (NTCO3)

A multinacional brasileira de cosméticos Natura &Co. registrou lucro de R$ 175,7 milhões no quarto trimestre de 2020, revertendo o prejuízo de R$ 176,1 milhões observado no mesmo período do ano anterior. Este resultado não inclui o efeito de Alocação de Preço de Compra (PPA, na sigla em inglês), que envolve a aquisição da Avon. Considerando o PPA, houve lucro de R$ 22,3 milhões em 2019, o que fez o resultado do último trimestre de 2020 saltar 687,5%.

Os resultados consolidados incluem Natura &Co Latam, Avon International, The Body Shop e Aesop, além das subsidiárias da Natura nos Estados Unidos, França e Holanda.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do quarto trimestre somou R$ 1,254 bilhão, uma alta de 21,3% sobre o mesmo intervalo de 2019.

A despesa financeira líquida somou R$ 248,9 milhões, recuo de 36,2% sobre a despesa financeira líquida do último trimestre de 2019.

A receita líquida do grupo avançou 24,3% no intervalo entre outubro e dezembro do ano passado, sobre o mesmo período de 2019, para R$ 11,997 bilhões. Considerando o PPA, a receita líquida do último trimestre de 2019 foi de R$ 4,652 bilhões, o que fez o indicador saltar 157,9% no período.

No acumulado de 2020, o grupo amargou um prejuízo de R$ 663,7 milhões, contra um lucro de R$ 173 milhões em 2019. Considerando o PPA, o lucro de 2019 foi de R$ 155,5 milhões.

A receita líquida entre 2019 e 2020 cresceu 12,1%, para R$ 36,922 bilhões. Se considerado o PPA, a receita líquida mais do que dobrou, avançando 155,6%.

Iguatemi (IGTA3)

A rede de shopping centers Iguatemi , sócia de 16 empreendimentos, teve lucro líquido de R$ 82 milhões no quarto trimestre de 2020, queda de 26,7% em relação ao mesmo período de 2019. No acumulado do ano, o lucro líquido somou R$ 202,3 milhões, baixa de 35,6% em relação ao ano anterior.

A queda no lucro da companhia está relacionada aos efeitos da pandemia, que diminuíram as vendas nos shoppings, com impactos, principalmente, sobre a receita de estacionamento e a cobrança de aluguel de lojistas.

Pelo lado positivo, houve um ganho de R$ 18,9 milhões no trimestre com a venda de fração de terreno no Galleria Shopping (em Campinas-SP) para projeto residencial do tipo locação e outra fração no terreno do Iguatemi Esplanada (em Sorocaba-SP) para projeto comercial de alto padrão.

O Ebitda no trimestre somou R$ 162,2 milhões, retração de 19,0%, e no ano totalizou R$ 514,2 milhões, recuo de 19,1%. A margem Ebitda no trimestre foi de 88%, encolhimento de 6,8 pontos porcentuais.

A receita líquida no trimestre chegou a R$ 184,403 milhões, retração de 12,7%, e no ano totalizou R$ 684,243 milhões, encolhimento de 9,3%.

Ainda no radar da empresa, ela informou que, diante do avanço da covid-19 e seguindo as orientações do governo do Estado de São Paulo, os Shopping Centers Iguatemi São Paulo, JK Iguatemi, Pátio Higienópolis, Market Place, Iguatemi Alphaville, Iguatemi Campinas, Shopping Galleria, Iguatemi São José do Rio Preto, Iguatemi Ribeirão Preto, Iguatemi São Carlos e Iguatemi Esplanada permanecerão abertos ao público em horário reduzido a partir do dia 6 de março até o dia 19, primordialmente, de 12h às 20h somente para o funcionamento das operações essenciais: farmácias, clínicas de atendimento na área de saúde, bancos e supermercados. As demais lojas estarão fechadas para o público. “Lembramos que os lojistas destes empreendimentos, poderão continuar operando por meio do sistema de delivery e/ou drive thru, respeitando as restrições específicas de cada localidade”, apontou a companhia.

AES Brasil (TIET11)

A elétrica AES Brasil atualizou sua projeção de investimentos para o período entre 2021 e 2025 para cerca de R$ 2,4 bilhões, ante R$ 1,5 bilhão estimados anteriormente, após fechar contrato para fornecer energia à Ferbasa, informou a companhia na quinta.

Azul (AZUL4)

Embora a Azul reforce otimismo acerca da recuperação da demanda no Brasil, a companhia aérea cortou 50 voos por dia em março e abril. Com isso, a média deve ficar em torno de 600 voos diários para o período.

“Temos dois a três meses difíceis pela frente. Com o lockdown nas diferentes regiões do País, vamos avaliar o mercado para maio”, afirmou ontem o presidente da Azul, John Rodgerson, em teleconferência com jornalistas.

No entanto, o executivo continua otimista e prevê recuperação da demanda diante da perspectiva de vacinação contra a covid-19 no País. “A vacina está cada vez mais próxima, sabemos o que é preciso ser feito e o brasileiro quer voltar a voar.”

Ele reforçou que a companhia está “confortável” com o plano para 2021, com foco na melhora dos serviços, como a instalação de wi-fi na frota, além do aumento gradual da malha. “Estamos animados para o ano.”

Para 2021, a companhia também está otimista com a Azul Cargo. No quarto trimestre do ano passado, a receita da divisão cresceu 64% em relação ao mesmo período de 2019.

Segundo Rodgerson, o crescimento exponencial do e-commerce deve continuar impulsionando os negócios. “Este é um dos grandes focos de investimentos da Azul Cargo, visando ajudar a transformar a logística no Brasil.”

Banco do Brasil (BBAS3)

Quatro conselheiros de administração do Banco do Brasil registraram na ata da reunião extraordinária do dia 2 de março seu apoio à gestão do atual presidente da instituição, André Brandão, diante do que chamaram de “especulações veiculadas na imprensa sobre a possível e surpreendente substituição do presidente ainda no início de seu mandato”. O grupo pede que o executivo seja mantido no cargo.

Na semana passada, Brandão avisou o presidente Jair Bolsonaro que colocou o cargo à disposição, o que deflagrou uma corrida política pela sua vaga. O executivo entrou em atrito com Bolsonaro por conta de plano de enxugamento de agências e corte de pessoal do banco.

A ata da reunião extraordinária é assinada por Hélio Lima Magalhães (presidente do conselho), José Guimarães Monforte, Luiz Serafim Spinola Santos e Paulo Roberto Evangelista de Lima. Os dois primeiros são indicados pelo Ministério da Economia e os dois últimos, eleitos por acionistas minoritários.

Os conselheiros mencionam a avaliação semestral de desempenho da diretoria executiva, destacando que Brandão é um executivo de reconhecida experiência, elevada competência técnica e inquestionável reputação ilibada.

(Com Reuters e Agência Estado)

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