segunda-feira, março 1

Apple prepara uma grande inovação para o Face ID dos próximos iPhones

Uma nova patente da Apple descreve um método de autenticação que pode complementar o FaceID em próximos lançamentos da companhia. Combinando conceitos da detecção facial via hardware, com sensores de proximidade, câmeras e processamento dedicado, o sistema poderia ser inserido sob a tela e ter comportamento semelhante ao de leitores biométricos mais discretos da Qualcomm.

A patente “Photodetectors Integrated into Thin-Film Transistor Backplanes”, ou “Fotodetectores Integrados em painéis traseiros de Transistores de película fina” em tradução livre, foi registrada nos Estados Unidos e descreve uma tecnologia de autenticação de segurança sob o display capaz de identificar a biometria do usuário por visão computacional.

(Imagem: Reprodução/USPTO)

Essa evolução mista entre o Touch ID e o Face ID poderia ser a solução definitiva para minimizar o datado notch que ocupa o topo da tela dos iPhones desde 2017 — não somente nos celulares, mas também integrar outros dispositivos do ecossistema Apple, como o iPad e o Apple Watch.


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“Um sistema integrado de fotodetectores pode ser configurado como um câmera, sensor biométrico ou de profundidade, por exemplo […] e pode ser usado para gerar capturas (uma imagem 2D), mapas tridimensionais (uma imagem 3D) ou um clipe (uma sequência de imagens 2D ou 3D)”, descreve a patente.

Indo além da biometria 

Por se tratar de um sistema integrado a sensores de proximidade, a tecnologia poderia ir além da autenticação de segurança e servir para a identificação de gestos e melhorar as fotografias feitas pela câmera frontal, combinando a atuação da lente com a detecção de profundidade dos componente especializado inserido de baixo da tela.

Curiosamente, o documento registrado pela Apple acrescenta que o conjunto poderia coletar informações além da biometria, como dados da palma da mão, escaneamento facial e de retina — heranças óbvias do Face ID até agora disposto no recorte da tela. Ainda não há detalhes sobre como o sistema se comportaria em verificações tão distantes da tela, mas é provável que trabalhe de forma semelhante aos sensores já existentes, utilizando o suporte da câmera e detecção de profundidade para criação de mapas tridimensionais do rosto.

Não é a primeira vez que a companhia registra patentes relacionadas a autenticadores mais discretos e que sugerem a minimização do recorte da tela; contudo, a tecnologia descrita no momento complementa registros anteriores e, segundo o site Patently Apple, funcionários da companhia afirmam que o componente já está sendo desenvolvido.

Por fim, não há certeza de que o projeto sairá do papel. Por se tratar de uma patente, assim como as demais, a aplicação pode não chegar aos produtos da companhia por diversos fatores: não apresentar boa performance, implicar em mudanças negativas em usabilidade ou design ou ainda ter custo elevado. Portanto, o registro não faz nada além de elevar a esperança do fim do notch.

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