sábado, maio 8

Apenas 3% das reações à vacina da Janssen são graves, segundo CDC

Em 13 de abril, o uso da vacina da Janssen (Johnson & Johnson) contra a COVID-19 foi interrompido nos EUA por causa do surgimento de coágulos sanguíneos em alguns pacientes. Duas semanas depois, as agências reguladoras de saúde do país autorizaram a retomada do uso da vacina. Já na última sexta (30), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) apontou que apenas 3% das reações à vacina são classificadas como graves.

Segundo o relatório, o perfil de segurança da vacina até agora tem sido semelhante ao que foi visto em testes clínicos, mas o monitoramento de segurança durante o lançamento da vacina identificou rapidamente os incidentes de coágulo sanguíneo, que o CDC descreveu como “um evento adverso raro, mas sério, que ocorre principalmente em mulheres”.

O relatório apontou que o monitoramento de eventos adversos comuns e raros após o recebimento de todas as vacinas da COVID-19, incluindo a da Janssen, continua. Os dados que constituem o relatório contemplam 13.725 incidentes relatados por meio do Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas da agência. Tais dados mostraram que 97% dos eventos não foram graves.


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Apenas 3% das reações à vacina da Janssen são graves, segundo CDC (Imagem: Rawpixel)

Esse novo material apontou 17 relatos de trombose com síndrome de trombocitopenia ou coagulação do sangue com níveis baixos de plaquetas. Dentre esses, 14 foram trombose do seio venoso cerebral.  Os dados presentes no relatório apontaram também 88 mortes notificadas após a vacinação. Entre essas mortes, três ocorreram em pacientes com trombose do seio venoso cerebral e os pesquisadores do CDC escreveram que, após análises preliminares, “nenhuma outra morte parece ter associação com a vacinação”.

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